Fluxo cambial total em maio até dia 22 está negativo em US$755 mi, diz BC

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26 de maio, 2024 às 10:00
Fluxo cambial total em maio até dia 22 está negativo em US$755 mi, diz BC Fluxo cambial total em maio até dia 22 está negativo em US$755 mi, diz BC

O Banco Central (BC) informou na última sexta-feira (24) que o fluxo cambial total no país está negativo em US$755 milhões em maio até o dia 22. Esse valor resulta de um fluxo comercial positivo de US$1,671 bilhão e de um fluxo financeiro negativo de US$2,426 bilhões no período.

Segundo os dados do fluxo cambial, na conta comercial, ocorreram importações de US$14,091 bilhões e exportações de US$15,762 bilhões em maio até o dia 22.

Dentro das exportações, foram registrados US$1,844 bilhão em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$3,509 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$10,409 bilhões em outras operações.

Na conta financeira, o período registrou entradas de US$29,888 bilhões e saídas de US$32,314 bilhões.

Estudos do Banco Central mostram que poupança tem perdido relevância

Mais um mês registrou capitalização líquida negativa na caderneta de poupança. Segundo dados do Banco Central, em abril houve resgates no valor de R$355,1 bilhões, enquanto a captação foi de R$354,0 bilhões, resultando em uma saída líquida de R$1,1 bilhão.

No mesmo período do ano passado, a captação líquida negativa foi ainda maior, totalizando R$6,3 bilhões. No acumulado do ano, os resgates da poupança já somam R$23,8 bilhões.

Essa queda na capitalização reflete um cenário onde os juros se mantiveram elevados. Mesmo com a recente redução da taxa Selic, os juros continuam altos, tornando a poupança menos atraente em comparação a investimentos que oferecem rendimentos próximos aos juros.

Um estudo realizado pelo Banco Central destaca três principais conclusões que explicam a diminuição do saldo da poupança ao longo do tempo:

  • Realocação de recursos, com destaque para LCAs, LCIs e CDBs;
  • Pagamentos de dívidas e empréstimos;
  • Perda de importância da poupança nas carteiras.

No entanto, o Banco Central destaca que é esperada uma desaceleração no crescimento das operações com LCAs e LCIs devido à Resolução CMN 5.119, de 1º de fevereiro de 2024, que implementou ajustes nos lastros elegíveis e nos prazos de vencimento dos ativos.

Quanto à poupança, sua remuneração é baseada na taxa referencial (TR), atualmente em 0,08% ao mês, mais uma taxa adicional de 0,58% ao mês, totalizando 7,18% ao ano. Em comparação, os investimentos atrelados à taxa Selic rendem 10,50% ao ano.

Segundo as analistas de renda fixa da XP Investimentos, Camilla Dolle e Mayara Rodrigues, embora a poupança seja a aplicação mais tradicional entre os brasileiros, seu rendimento é insatisfatório quando comparado a outros tipos de investimentos de riscos similares.

Em uma simulação realizada pelas analistas que assinam o relatório, uma aplicação de R$10 mil renderia em 5 anos, considerando os atuais patamares de Selic:

  • Poupança: R$ 13.559,75
  • Tesouro Selic 2029: R$ 15.417,67
  • CDB 110% CDI: R$ 16.034,18
  • LCI e LCA 90% CDI: R$ 15.569,85