Flávio Bolsonaro minimiza pesquisa Quaest e contesta vantagem de Lula na disputa presidencial
Flávio Bolsonaro afirmou que a pesquisa Quaest que aponta vantagem de Lula não reflete o cenário real da disputa presidencial.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que o resultado da mais recente pesquisa Quaest ainda não reflete com precisão o cenário eleitoral brasileiro. A declaração foi feita após a divulgação do levantamento, na quarta-feira (14), que aponta vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno das eleições.
Ao comentar os números, Flávio Bolsonaro disse que há uma discrepância entre os dados apresentados pela pesquisa Quaest e levantamentos internos aos quais teria acesso. Segundo ele, a diferença apontada a favor de Lula não condiz com a realidade observada por sua equipe política.
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Pesquisa Quaest aponta liderança de Lula no primeiro e no segundo turno
De acordo com a pesquisa Quaest, Lula lidera o primeiro turno com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 23%, o que representa uma distância de 13 pontos percentuais entre os dois principais nomes do levantamento. Em um cenário de segundo turno, o atual presidente venceria com 45% dos votos, contra 38% do pré-candidato do PL.
Os dados reforçam a posição de Lula como favorito no momento, embora ainda haja um contingente significativo de eleitores indecisos. A pesquisa Quaest foi divulgada em meio ao aumento das movimentações políticas e à consolidação de nomes para a disputa presidencial.
Flávio diz que números não refletem a realidade eleitoral
Em conversa com jornalistas, Flávio Bolsonaro afirmou que o levantamento não capta com fidelidade o sentimento do eleitorado. “O resultado de hoje ainda não reflete bem a realidade. Não é o que nossas pesquisas já estão mostrando”, declarou.
O senador também contestou a ideia de que exista uma diferença consolidada entre ele e o presidente Lula. Segundo Flávio, a disputa estaria mais equilibrada do que indicam os números divulgados pela pesquisa Quaest.
A declaração foi dada após o parlamentar visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, local onde ele se encontrava no momento da entrevista.
Pré-candidatura confirmada e apoio de Jair Bolsonaro
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro reforçou que sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto é definitiva e conta com o aval direto de Jair Bolsonaro. Segundo ele, não há espaço para dúvidas dentro do Partido Liberal sobre quem será o nome da legenda na corrida presidencial.
“Existe uma situação concreta colocada. Sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro, e não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, afirmou o senador.
A declaração ocorre em um momento em que o campo da direita ainda discute estratégias e possíveis alternativas eleitorais, mas Flávio buscou encerrar qualquer especulação sobre uma eventual troca de candidato.
Rejeição à candidatura recua, mas ainda é majoritária
Apesar da defesa enfática de sua pré-candidatura, a pesquisa Quaest mostra que uma parcela relevante do eleitorado questiona a decisão de Jair Bolsonaro de lançar o filho na disputa presidencial. Segundo o levantamento, 44% dos entrevistados consideram que a escolha foi equivocada.
Ainda assim, o dado indica uma melhora em relação à pesquisa anterior, divulgada em dezembro. Naquele levantamento, 54% dos eleitores discordavam da decisão, enquanto apenas 36% a apoiavam. A queda na rejeição sugere uma possível redução da resistência ao nome de Flávio Bolsonaro ao longo dos últimos meses.
Especulações sobre divisão no clã Bolsonaro
Outro ponto abordado por Flávio Bolsonaro foi a repercussão de rumores sobre um possível racha interno na família Bolsonaro. As especulações ganharam força após Michelle Bolsonaro curtir uma publicação da esposa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que afirmava que o Brasil precisa de um “novo CEO”.
A interação foi interpretada por aliados e adversários como um sinal de desconforto com a pré-candidatura de Flávio, o que levou o senador a comentar o episódio publicamente.
Flávio nega racha e diz buscar unidade
Ao ser questionado sobre o tema, Flávio Bolsonaro afirmou que ainda não conversou com Michelle Bolsonaro após a repercussão da publicação, mas negou que haja um rompimento político ou pessoal dentro da família.
“Eu não falei com ela nos últimos dias. Depois que saiu essa questão da pesquisa, ela curtiu um comentário da primeira-dama de São Paulo. Ainda não conversei com ela, mas, da minha parte, vou buscar mais uma vez a unidade”, concluiu.
O senador afirmou que pretende trabalhar para manter a coesão do grupo político liderado por Jair Bolsonaro, especialmente diante do avanço do calendário eleitoral e da consolidação dos principais nomes da disputa presidencial.
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