Pesquisa Quaest: Lula tem 42% e Flávio Bolsonaro 41% em cenário de 2º turno
O presidente atual aparece numericamente à frente em novo levantamento, enquanto aprovação do governo melhora
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostrou um cenário de disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma possível disputa de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026.
O levantamento aponta Lula com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 41%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar do empate técnico, Lula voltou a aparecer numericamente à frente após ter ficado atrás de Flávio Bolsonaro no levantamento anterior, divulgado em abril.
Cenário segue competitivo
Segundo a Quaest, este é o terceiro mês consecutivo em que os dois nomes aparecem em empate técnico. As oscilações ocorreram dentro da margem de erro, indicando estabilidade no cenário eleitoral até o momento.
Em abril, Flávio Bolsonaro tinha 42% contra 40% de Lula. Já em março, ambos apareciam com 41%.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que o cenário continua bastante equilibrado.
“É o terceiro mês consecutivo em que vemos um empate técnico entre Lula e Flávio. As movimentações acontecem todas na margem de erro, sugerindo um cenário bastante competitivo até aqui.”
O levantamento também mostrou que o grupo de eleitores independentes pode ser decisivo na disputa. Entre os entrevistados que não se identificam nem com apoiadores de Lula nem com aliados de Bolsonaro, 35% disseram que não pretendem votar em um eventual segundo turno entre os dois candidatos.
Nesse mesmo grupo:
- 31% afirmaram que votariam em Flávio Bolsonaro;
- 29% disseram preferir Lula;
- o restante está indeciso ou pretende votar branco/nulo.
Segundo a Quaest, os independentes representam cerca de 32% do eleitorado.
Pesquisa também testou outros cenários
Além do confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, a Quaest simulou outros cenários de segundo turno.
Nos testes apresentados, Lula aparece numericamente à frente de todos os adversários avaliados, incluindo:
- Romeu Zema (Novo);
- Ronaldo Caiado (PSD);
- Renan Santos (Missão).
Contra Romeu Zema, por exemplo, Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o governador mineiro soma 37%.
Já no cenário de primeiro turno, Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com 4% cada.
Aprovação do governo melhora
A pesquisa também trouxe dados sobre a avaliação do governo federal. Segundo o levantamento, a desaprovação do presidente Lula caiu de 52% para 49% em comparação com abril.
Ao mesmo tempo, a aprovação subiu de 43% para 46%.
Já a avaliação positiva da gestão federal passou de 31% para 34%, enquanto a avaliação negativa caiu de 42% para 39%.
Os números indicam uma leve melhora na percepção do governo nas últimas semanas, após anúncios econômicos e medidas voltadas ao consumo e ao combate ao endividamento.
Desenrola e medidas econômicas aparecem na pesquisa
A Quaest também perguntou aos entrevistados sobre ações recentes do governo federal, incluindo o programa Desenrola 2.0, voltado para renegociação de dívidas.
Segundo o levantamento:
- 50% consideram o programa uma boa iniciativa;
- 48% acreditam que ele ajudará muito famílias endividadas.
Nas últimas semanas, o governo anunciou novas medidas econômicas e sociais, além de mudanças envolvendo compras internacionais e segurança pública.
Outro ponto avaliado pela pesquisa foi a repercussão da visita de Lula ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para 43% dos entrevistados, o presidente brasileiro saiu fortalecido politicamente após o encontro.
Continuidade de Lula ainda divide opiniões
Mesmo com a melhora nos índices de aprovação, a maioria dos entrevistados afirmou que Lula não deveria continuar no cargo após 2026.
Segundo a pesquisa:
- 55% disseram que o presidente não merece um novo mandato;
- 41% defendem a continuidade de Lula no comando do país.
Em abril, esses índices eram de 59% e 38%, respectivamente, mostrando redução na rejeição à permanência do presidente.
Os dados da Quaest indicam que o cenário eleitoral segue aberto e competitivo, com oscilações pequenas entre os principais nomes testados até o momento.
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