Diversos mercados globais estão iniciando a semana com grandes expectativas devido às decisões dos principais bancos centrais ao redor do mundo acerca dos juros. O foco principal está no Federal Reserve (Fed), que começará sua reunião hoje (13) com previsão de término na quarta-feira. 

Existe uma grande expectativa de que o banco central dos Estados Unidos decida finalmente interromper os aumentos na taxa de juros, após dez aumentos consecutivos. Segundo o CME Group, 75% dos investidores estão apostando nessa opção. Os futuros da Bolsa de Valores de Nova York estão em alta, assim como as bolsas europeias também estão registrando ganhos.

No entanto, antes da decisão do banco central norte-americano, há um dado importante que pode influenciar os acontecimentos: a divulgação da inflação nos Estados Unidos. Nesta terça-feira, será divulgado o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de maio. No entanto, é improvável que esse dado tenha o poder de reverter as expectativas do mercado em relação à pausa nos juros. Seria necessário um número muito acima do esperado para alterar o curso dos eventos.

Cenário dos juros europeu

Na Europa, espera-se um novo aumento na taxa de juros na Zona do Euro, em 0,25 ponto percentual. Além disso, também são esperadas decisões no Japão, onde é provável que a taxa de juros seja mantida, e na China, onde o banco central pode reduzir os juros como forma de estimular a economia. Essa medida seria uma boa notícia para o Brasil, embora a decisão mais provável do banco central chinês seja manter as taxas atuais.

Cenário Nacional

No Brasil, a expectativa de uma redução na taxa básica de juros, a Selic, é um dos fatores que impulsionam o otimismo em relação ao Ibovespa, que já acumula uma alta de 8% no mês. Além disso, a inflação em queda, próxima à meta estabelecida, reforça a aposta em cortes na taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião agendada para agosto. 

A provável pausa do Fed, portanto, apenas contribui para aumentar o otimismo que tem dominado o mercado de ações brasileiro nos últimos dias. No entanto, a segunda-feira apresentou um fator negativo: a queda nos preços do petróleo e do minério de ferro, duas commodities importantes para a bolsa brasileira. O minério registrou uma queda de 1,8% na bolsa de Dalian, na China, enquanto o petróleo caiu quase 2%.

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Equipe MI

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