Espírito Santo é 2º maior produtor de petróleo do Brasil em 2025
O Espírito Santo retomou em 2025 a posição de 2º maior produtor de petróleo do Brasil, após seis anos.
Foto: Divulgação Petrobras
O Espírito Santo é 2º maior produtor de petróleo do Brasil em 2025, segundo dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O estado retomou a vice-liderança nacional após seis anos, superando São Paulo e consolidando o avanço impulsionado principalmente pelo Campo de Jubarte, na Bacia de Campos.
A mudança ocorreu ao longo de 2025, quando a produção capixaba alcançou cerca de 193 mil barris por dia, o equivalente a 5,1% do total nacional. O crescimento foi favorecido pela entrada em operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria e pelo desempenho expressivo de Jubarte, que concentra a maior parte da extração estadual.
Leia também:
O que explica o novo posicionamento no ranking é, sobretudo, o desempenho do Campo de Jubarte. Localizado no Parque das Baleias, a aproximadamente 76 quilômetros do litoral de Anchieta (ES), o campo é operado exclusivamente pela Petrobras e responde por mais de 77% da produção estadual.
Entre 2024 e 2025, Jubarte registrou crescimento superior a 30% na produção. Ao final de 2025, o campo atingiu média de 152 mil barris por dia, figurando entre os cinco maiores produtores do país. A combinação de poços no pré-sal e no pós-sal contribui para o elevado desempenho.
O avanço também se relaciona diretamente com a entrada em operação do FPSO Maria Quitéria, iniciada em outubro de 2024. A unidade possui capacidade para produzir até 100 mil barris diários de petróleo e processar 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Apesar de uma parada programada para manutenção no fim do ano, a expectativa é de retomada das operações ainda neste mês, reforçando a tendência de crescimento.
Com isso, o Espírito Santo é 2º maior produtor de petróleo em um cenário de expansão nacional. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 3,77 milhões de barris por dia, alta de 12,3% na comparação anual. O Rio de Janeiro permanece na liderança isolada, com quase 88% da produção total.
Impactos econômicos da retomada
O fato de o Espírito Santo ser o 2º maior produtor de petróleo tem reflexos diretos na economia estadual. A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) aponta que o setor foi determinante para o crescimento industrial capixaba em 2025.
Dados do IBGE mostram que o estado registrou expansão de 11,6% na produção industrial no ano passado — desempenho bem acima da média nacional, de 0,6%. O segmento de petróleo e gás foi um dos principais responsáveis pelo resultado.
Atualmente, mais de 600 empresas integram a cadeia produtiva do setor no estado, gerando ao menos 15 mil empregos formais. A remuneração média está acima da média brasileira, reforçando o impacto positivo sobre renda e arrecadação.
O fortalecimento da atividade também amplia receitas de royalties e participações especiais, beneficiando não apenas o governo estadual, mas municípios confrontantes com as áreas produtoras.
Histórico, projeções e desafios
Embora o Espírito Santo seja o 2º maior produtor de petróleo atualmente, o estado já ocupou essa posição de forma consistente entre 2007 e 2018. Entre 2019 e 2024, foi superado por São Paulo, voltando agora ao segundo lugar.
Mesmo com o crescimento recente, os números ainda estão abaixo de picos históricos. Em 2016, por exemplo, o estado se aproximou de 394 mil barris por dia. Em 2021, produzia mais de 210 mil barris diários — volume superior ao atual.
Especialistas apontam que a produção capixaba está fortemente concentrada na porção da Bacia de Campos pertencente ao estado. Já a Bacia do Espírito Santo, localizada no litoral norte, registrou redução ao longo dos últimos anos.
Representantes dos trabalhadores defendem ampliação de investimentos em exploração e desenvolvimento de novos campos, especialmente em áreas que passaram por processos de desinvestimento. Segundo eles, a retomada da vice-liderança é positiva, mas depende de continuidade nos aportes para garantir crescimento sustentável.
Gostou deste conteúdo? Siga o Melhor Investimento nas redes sociais: