Brava (BRAV3) registra produção média de 73,8 mil boe/d em janeiro

A Brava Energia (BRAV3) encerrou janeiro com produção média de 73,8 mil barris de óleo equivalente por dia, queda de 1,07% em relação ao mês anterior.

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06 de fev, 2026 às 12:30
Operação industrial em um estaleiro ou porto ao pôr do sol. Imagem: Divulgação / Brava Energia

A Brava Energia (BRAV3) encerrou o mês de janeiro com produção média diária de 73,8 mil barris de óleo equivalente (boe/d), segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última quinta-feira (5). O volume representa um recuo de 1,07% em relação ao mês anterior e reflete impactos operacionais pontuais em ativos estratégicos da companhia, incluindo interdições temporárias, falhas no fornecimento de energia e paradas programadas de manutenção.

O resultado da produção da Brava (BRAV3) foi divulgado no Brasil e está diretamente relacionado a eventos operacionais ocorridos ao longo do mês, especialmente em campos localizados nas bacias Potiguar e do Recôncavo. A empresa informou que parte dessas restrições já está em processo de normalização.

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O principal fator que influenciou a queda na produção da Brava (BRAV3) em janeiro foi a interdição temporária de instalações no ativo Potiguar. A medida decorre de uma auditoria realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em setembro de 2025.

De acordo com a companhia, a auditoria resultou na necessidade de ajustes operacionais e na suspensão parcial das atividades, afetando diretamente os volumes produzidos no início de 2026. A Brava informou que vem recebendo de forma gradativa as anuências regulatórias necessárias para a retomada plena da produção no ativo, o que deve permitir uma recuperação progressiva ao longo dos próximos meses.

Além da interdição, a empresa destacou que falhas no fornecimento de energia elétrica também contribuíram para o desempenho mais fraco em janeiro, reforçando o caráter pontual dos impactos registrados no período.

Produção de óleo e gás detalhada

Do total produzido em janeiro, a produção diária de óleo da Brava (BRAV3) alcançou 60,4 mil barris por dia (bbl/d). Já a produção de gás natural somou 13,4 mil boe/d, apresentando impacto relevante de fatores externos às operações diretas da companhia.

Um dos principais pontos foi a parada de manutenção programada da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Catu, localizada no Recôncavo e operada pela Petrobras. A interrupção ocorreu ao longo do mês de janeiro e afetou o escoamento e processamento do gás produzido nos campos da região.

Além disso, a Brava informou que ajustes técnicos em uma das bombas em operação no campo de Atlanta também influenciaram a produção de gás no período. Segundo a empresa, essas intervenções fazem parte da rotina operacional e visam garantir maior estabilidade e eficiência no médio prazo.

Instabilidade operacional no Parque das Conchas

Outro ponto destacado no comunicado da Brava (BRAV3) foi a instabilidade registrada no ativo Parque das Conchas, após uma parada programada. O campo, no qual a companhia detém participação não operada, apresentou oscilações na produção durante o processo de retomada das atividades.

A operadora do ativo está realizando intervenções técnicas para suportar o retorno aos níveis normalizados de produção, segundo informou a Brava. O Parque das Conchas é operado pela Shell e representa uma parcela relevante do portfólio da companhia.

Portfólio diversificado de ativos no Brasil

A Brava Energia atua como operadora dos ativos Potiguar, Recôncavo, Papa-Terra, Atlanta e Peroá, todos localizados em território brasileiro. Esses campos concentram a maior parte da produção própria da companhia e estão distribuídos em diferentes bacias sedimentares.

Além disso, a empresa possui participações não operadas em outros ativos estratégicos. A Brava detém 35% de participação no campo de Pescada e 45% no Campo de Manati, ambos operados pela Petrobras. A companhia também possui 23% de participação no Parque das Conchas, operado pela Shell.

A diversificação do portfólio permite à Brava (BRAV3) diluir riscos operacionais e manter presença relevante no setor de óleo e gás, mesmo diante de eventos pontuais que impactem ativos específicos.

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