Brava (BRAV3) compra ativos da Petronas por US$ 450 milhões e reforça estratégia de expansão
A Brava Energia anunciou a compra de 50% dos ativos da Petronas nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte, na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões.
Imagem gerada por IA / Gemini Pro
A Brava compra ativos da Petronas em uma operação avaliada em US$ 450 milhões, reforçando sua presença na Bacia de Campos e ampliando sua capacidade produtiva no setor de óleo e gás. O acordo, anunciado nesta sexta-feira, envolve a aquisição de 50% de participação nos campos de Tartaruga Verde e no Módulo III do campo de Espadarte, ativos considerados estratégicos e com produção relevante. A transação ocorre em meio a mudanças na liderança da companhia e sinaliza a continuidade de uma estratégia focada em diversificação de portfólio e geração de valor aos acionistas.
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A operação anunciada pela Brava Energia (BRAV3) prevê a compra da fatia pertencente à estatal malaia Petronas nos campos localizados na Bacia de Campos, uma das regiões mais tradicionais da produção offshore brasileira. Com a conclusão do negócio, a Brava passará a deter participação direta em ativos que, somados, apresentaram em 2025 uma produção média de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia, considerando 100% dos campos.
A Brava compra ativos da Petronas como parte de uma estratégia de fortalecimento de sua base operacional, apostando em campos maduros, com infraestrutura instalada e potencial de geração de caixa no médio e longo prazo. As concessões envolvidas na transação têm validade até 2039, o que garante previsibilidade operacional por mais de uma década.
Estrutura de pagamento e valores envolvidos na transação
O valor total da aquisição foi fixado em US$ 450 milhões, com um cronograma de pagamento dividido em etapas. Segundo a companhia, US$ 50 milhões serão pagos na assinatura do contrato, enquanto US$ 350 milhões serão desembolsados no fechamento da transação. Esse valor está sujeito a ajustes relacionados à data efetiva do negócio, definida como 1º de julho de 2025.
Além disso, o acordo prevê duas parcelas adicionais de US$ 25 milhões cada, que deverão ser quitadas em até 12 e 24 meses após o fechamento, respectivamente. A estrutura financeira foi desenhada para preservar a flexibilidade da companhia e manter disciplina na alocação de capital.
Operação dos campos e papel da Petrobras
Os campos de Tartaruga Verde e Espadarte são operados por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, unidade flutuante responsável pelo processamento da produção. A embarcação conta com 14 poços produtores, sendo 11 localizados em Tartaruga Verde e três em Espadarte.
Mesmo após a conclusão do negócio, a Petrobras seguirá como operadora dos ativos, mantendo os outros 50% de participação. Esse modelo reduz riscos operacionais para a Brava e permite à empresa se beneficiar da experiência da estatal na gestão de campos offshore.
Mudança no comando da Brava ocorre em meio à expansão
O anúncio da aquisição ocorre poucos dias após a Brava informar a renúncia de Décio Oddone ao cargo de presidente executivo. A partir de 1º de fevereiro, a companhia passará a ser comandada por Richard Kovacs, que anteriormente presidia o conselho de administração.
Em comunicado, Kovacs afirmou que a transação está alinhada à estratégia de revisão contínua do portfólio, com foco em retorno ajustado ao risco, diversificação de ativos e eficiência na alocação de capital. Segundo ele, a companhia seguirá avaliando novas oportunidades que possam ampliar o valor entregue aos acionistas.
Aprovações regulatórias e previsão de conclusão
Apesar do anúncio, a operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes. Entre elas estão as aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A expectativa da Brava é que a transação seja concluída ao longo de 2026, respeitando os prazos regulatórios e os trâmites usuais do setor. Até lá, a companhia continuará reportando os impactos financeiros e operacionais da aquisição ao mercado.
Ambiente favorável para fusões e aquisições no setor de óleo e gás
A Brava compra ativos da Petronas em um momento considerado favorável para consolidação entre petroleiras independentes no Brasil. Em dezembro, o diretor financeiro da companhia, Luiz Carvalho, afirmou que a empresa tem sido procurada por diferentes agentes do mercado interessados em possíveis operações de fusões e aquisições.
Segundo ele, o setor vive um período mais dinâmico, com maior espaço para negociações após a redução da predominância da Petrobras em determinados segmentos. Esse cenário amplia as possibilidades de crescimento inorgânico para companhias como a Brava.
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