Após um dia de forte valorização devido às expectativas de aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, o dólar começou o dia em queda nesta sexta-feira (7), refletindo a aprovação da reforma tributária na Câmara dos Deputados em duas votações.

A proposta de reforma ainda precisa passar pelo Senado Federal e, se houver alguma modificação no texto, retornará à Câmara para ser votada apenas em agosto. Por volta das 09h38, a moeda norte-americana estava em declínio de 1,02%, sendo negociada a R$ 4,8796.

No dia anterior, o dólar encerrou em alta de 1,64%, com o valor de R$ 4,9298. Com esse resultado, a moeda acumula os seguintes números:

  • Aumento de 2,94% na semana e no mês;
  • Queda de 6,60% no ano.

O que está impactando o preço do dólar?

A Câmara aprovou nesta sexta-feira (7) a proposta de reforma tributária. A proposta inclui a consolidação de cinco impostos em dois impostos sobre valor agregado (IVA) – um a nível federal e outro com gestão de estados e municípios.

A aprovação contou com 375 votos a favor e 113 contra. Antes de seguir para o Senado, os deputados precisam analisar possíveis alterações no texto original. Quatro destaques serão votados na manhã desta sexta-feira.

Nos mercados internacionais, os principais destaques do dia são os dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento do Trabalho, o país criou 209 mil novas vagas fora do setor agrícola em junho, abaixo das expectativas do mercado.

Apesar da queda, os investidores recebem essa notícia de forma positiva, pois um mercado de trabalho menos aquecido indica uma possível redução da inflação, uma vez que haverá menos circulação de dinheiro pela população.

Caso a inflação se mantenha controlada, espera-se que as expectativas de aumento nas taxas de juros também se estabilizem. Na ata da última reunião, divulgada na quarta-feira (5), o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) adotou uma postura mais conservadora. No documento divulgado, a entidade reforçou a possibilidade de novas altas nos juros nos próximos meses, dependendo da evolução da inflação.

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.