Em informação divulgada na quinta-feira (27), a Secretaria do Tesouro Nacional declarou que a dívida pública federal aumentou em R$ 36,67 bilhões em março de 2023 em relação a fevereiro do mesmo ano. 

Após o acréscimo, o montante total da dívida pública federal atingiu R$ 5,892 trilhões em março, representando um aumento de 0,63% em relação ao mês anterior, quando estava em R$ 5,856 trilhões. No início do ano, em janeiro, o valor registrado era de R$ 5,77 trilhões.

Ainda de acordo com o Tesouro Nacional, o aumento no montante da dívida pública federal em março se deve a dois fatores:

  • A apropriação positiva de juros no valor de R$ 56,98 bilhões
  • O resgate líquido de títulos da dívida do governo federal no valor de R$ 20,31 bilhões, o que significa que o valor resgatado superou as emissões realizadas.

No mês de março, foram emitidos títulos no valor de R$ 168,70 bilhões, o maior montante desde abril de 2021. Entretanto, devido ao elevado volume de vencimentos acumulados no mesmo mês (R$ 189,01 bilhões), o resultado final foi de resgate líquido.

O Tesouro Nacional emite a dívida pública como forma de financiar o déficit orçamentário do governo federal. Isso ocorre quando as despesas excedem a arrecadação proveniente de impostos e outros tributos.

Emissões no mercado internacional

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Luis Felipe Vital, afirmou que a emissão de títulos da dívida externa no mercado internacional foi bem-sucedida. A operação foi realizada pelo Tesouro Nacional no início de abril.

De acordo com Vital, a emissão de títulos no mercado internacional tem três objetivos principais na gestão da dívida pública brasileira. São elas: diversificar a carteira, manter a curva de juros em dólares e estabelecer parâmetros de referência para emissões privadas.

Ainda segundo o coordenador, a operação realizada em abril foi bem-sucedida por ter alcançado todos esses objetivos.

Aproximadamente 90% dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional no mercado internacional em abril foram adquiridos por investidores da América do Norte e da Europa.

Anteriormente, a última emissão de títulos da dívida externa ocorreu em junho de 2021.

Equipe MI

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