Santander (SANB11), Cemig (CMIG4) e Renner (LREN3) movimentam mercado nesta sexta (20)

Outras empresas também divulgam decisões que impactam investidores

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Última atualização:  20 de mar, 2026 às 11:14
Agência do Santander com fachada moderna em vidro e logotipo vermelho em destaque na entrada do banco. Foto: Divulgação

Empresas como Santander Brasil (SANB11), Cemig (CMIG4) e Lojas Renner (LREN3) concentraram as principais movimentações corporativas desta sexta-feira (20), com anúncios que envolvem troca de executivos, divulgação de resultados financeiros e pagamento de proventos.

As decisões foram comunicadas ao mercado no Brasil e refletem estratégias voltadas à eficiência, crescimento e adaptação ao cenário econômico atual.

Troca de comando entre Santander e B3

Um dos destaques do dia foi a mudança no comando do Santander Brasil (SANB11). O atual CEO, Mário Leão, deixará o cargo, que será ocupado por Gilson Finkelsztain, hoje à frente da B3 (B3SA3).

A transição foi planejada e deve ocorrer até o fim do primeiro semestre de 2026. A saída de Finkelsztain da B3 também faz parte de um processo estruturado de sucessão, indicando continuidade nas estratégias das duas companhias.

Cemig registra forte alta no lucro

A Cemig (CMIG4) divulgou lucro líquido de R$ 1,88 bilhão no quarto trimestre de 2025, um avanço expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado, em parte, por efeitos positivos de acordos judiciais, além de melhorias operacionais.

A companhia também anunciou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP), reforçando a remuneração aos acionistas. Os investidores com posição até 24 de março de 2026 terão direito ao pagamento.

Renner aprova pagamento de JCP

Já a Lojas Renner (LREN3) informou a aprovação de R$ 217,4 milhões em juros sobre o capital próprio. O valor será pago aos acionistas que tiverem papéis da companhia até a data-base definida.

O pagamento está previsto para ocorrer a partir de abril de 2026, com incidência de imposto de renda na fonte, conforme a legislação vigente.

Outras empresas também entram no radar

Além dos destaques principais, outras companhias também divulgaram decisões relevantes. A Riachuelo (RIAA3) anunciou a suspensão de estudos para uma oferta de ações, citando a volatilidade do mercado como fator determinante.

A Tupy (TUPY3) reportou aumento no prejuízo no quarto trimestre, impactado por ajustes e reestruturações internas, enquanto o Grupo Panvel (PNVL3) apresentou crescimento no lucro, impulsionado pelo aumento das vendas.

Já a ISA Energia (ISAE4) aprovou um plano de conversão de ações, medida que pode impactar a estrutura de capital da companhia nos próximos meses.

O que o mercado observa

O conjunto de anúncios desta sexta-feira (20) mostra um cenário de ajustes e movimentações estratégicas entre grandes empresas listadas na bolsa brasileira.

Em um ambiente ainda marcado por incertezas econômicas e volatilidade, decisões como troca de liderança, distribuição de proventos e revisão de planos de captação tendem a influenciar o comportamento dos investidores no curto prazo.

Para o mercado, acompanhar essas mudanças é essencial para entender as perspectivas das companhias e os possíveis impactos sobre suas ações.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.