Cury consolida 2025 como divisor de águas e reforça otimismo para 2026, diz XP
Incorporadora valida tese dos investidores, projeta melhor ano da história e mantém perspectiva positiva para 2026, segundo a XP Investimentos
Imagem: Cury RJ/Reprodução
A Cury (CURY3) oficializou 2025 como um verdadeiro divisor de águas em sua trajetória institucional. Segundo análise da XP Investimentos, a companhia não apenas superou as expectativas do mercado, como estabeleceu uma nova base estrutural de crescimento, sustentada por forte geração de caixa operacional, margens saudáveis e um ambiente competitivo ainda favorável.
Em relatório divulgado após reunião com a alta administração da incorporadora, realizada na última sexta-feira (9), a XP reforçou sua visão construtiva sobre a empresa e avaliou que o ano de 2025 tende a ser o melhor de sua história.
2025 marca novo patamar operacional da Cury
De acordo com a XP Investimentos, o desempenho operacional da companhia ao longo de 2025 validou a tese dos investidores. A corretora destaca que a Cury conseguiu combinar crescimento acelerado com disciplina financeira, apoiada por excelente geração de caixa e margens brutas sustentáveis.
“2025 provavelmente será o melhor ano da história da empresa, com excelente geração de caixa operacional”, afirmam os analistas da XP.
A avaliação da corretora também leva em conta o ambiente competitivo ainda favorável, com concorrentes mais fragilizados pelo elevado custo de capital e por forças de vendas menos eficientes.
Cotação CURY3
Resultados fortes sustentam expectativa de consolidação no 4T25
Nos primeiros nove meses de 2025, a incorporadora apresentou avanço de 38% na receita líquida e crescimento de 46% no lucro líquido na comparação anual, segundo dados compilados pela XP Investimentos. Para a corretora, esses números reforçam a consistência do modelo operacional da empresa.
A expectativa é que o quarto trimestre de 2025 (4T25), cujos resultados devem ser divulgados nas próximas semanas, contribua para consolidar um ano considerado bastante sólido. Segundo a XP, a combinação de vendas fortes, controle de custos e precificação eficiente deve manter as margens em níveis elevados.
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Início de 2026 ganha tração com lançamentos e cenário favorável
O relatório da XP também chama atenção para o início positivo de 2026. A empresa já realizou lançamentos no Rio de Janeiro e promoveu, no último fim de semana, seu primeiro lançamento em São Paulo neste ano, com expectativa de vendas sólidas logo no começo do exercício.
“O início de 2026 foi ainda mais forte, com lançamentos e vendas robustos, tanto no Rio quanto em São Paulo”, destaca a XP.
A corretora avalia que a ampla disponibilidade de financiamento via FGTS segue sustentando o ritmo de lançamentos, que deve permanecer entre R$ 9 bilhões e R$ 9,5 bilhões em 2026, sem pressão relevante sobre as margens brutas. A XP também projeta estabilidade nos custos de materiais e ausência de choques relevantes no curto prazo.
Imposto de renda, MCMV e estratégia reforçam tese positiva
No campo regulatório, a XP avalia que o novo regime do imposto de renda, que isenta rendas mensais de até R$ 5 mil, tende a ampliar o mercado potencial da companhia. Segundo a corretora, a mudança pode incentivar trabalhadores informais a declararem maior parcela de sua renda, facilitando o acesso ao crédito imobiliário junto à Caixa Econômica Federal.
Além disso, o setor aguarda possíveis melhorias nas faixas 3 e 4 do Minha Casa Minha Vida, que poderão ser discutidas nas próximas reuniões do Conselho do FGTS.
A XP também detalhou que a recente follow-on teve como principal objetivo ampliar o pagamento de dividendos antes da tributação, sem violar os covenants de dívida. Alternativas como emissão de dívida ou venda de recebíveis chegaram a ser analisadas, mas foram descartadas por custo elevado ou restrições contratuais.
No horizonte estratégico, a incorporadora deve manter o foco em São Paulo e no Rio de Janeiro, com uso mínimo de capital de giro. A XP acrescenta que a empresa vem reforçando sua equipe de engenharia e ampliando gradualmente seus métodos construtivos, incorporando moldes de alumínio e componentes pré-moldados, estratégia que deve ganhar escala a partir de 2027 para mitigar pressões de custos com mão de obra.
Diante desse cenário, a XP mantém a Cury como sua principal escolha (top pick) no setor de construção civil, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 37, o que representa potencial de valorização de 14% frente à cotação atual, de R$ 32,21.
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