Ex-primeira-dama da Coreia do Sul pega 4 anos de prisão por manipular ações e suborno

A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon-hee, foi condenada a 4 anos de prisão por suborno e manipulação de ações após decisão de um tribunal de apelações em Seul.

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28 de abr, 2026 às 16:30
Retrato da ex-primeira-dama Kim Keon Hee, com semblante sério e olhar baixo, vestindo um blazer preto sobre uma camisa branca de gola alta. Imagem: AFP

A ex-primeira-dama da Coreia do Sul pega 4 anos de prisão por manipular ações e suborno, em uma decisão que amplia a crise política envolvendo o entorno do ex-presidente Yoon Suk-yeol. O veredito foi anunciado nesta terça-feira (28), em Seul, após julgamento em segunda instância que revisou a pena anteriormente aplicada à Kim Keon-hee.

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A Justiça da Coreia do Sul condenou Kim Keon-hee a 4 anos de prisão por envolvimento em crimes de suborno e manipulação de ações. A decisão foi tomada por um tribunal de apelações, que revisou o caso após recursos apresentados tanto pela defesa quanto pela acusação.

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (28), consolidando uma reviravolta em relação à sentença inicial proferida no início do ano. A nova pena é significativamente mais severa do que a anterior e reforça o entendimento da corte sobre a gravidade das acusações.

Crimes que motivaram a pena

A condenação da ex-primeira-dama está relacionada a dois principais eixos:

  • Suborno: Kim Keon-hee foi considerada culpada por receber itens de luxo em troca de possíveis favores políticos. Entre os presentes estão produtos de alto valor, como peças da Chanel e joias da Graff.
  • Manipulação de ações: A Justiça também entendeu que houve participação em práticas ilegais envolvendo o mercado financeiro.

Os itens teriam sido oferecidos por membros ligados à Igreja da Unificação, o que levantou questionamentos sobre a relação entre grupos religiosos e o poder político no país.

O caso ganhou grande repercussão por envolver possíveis trocas de benefícios e influência, algo que, segundo analistas, fere princípios básicos de transparência e ética na administração pública.

Aumento da pena na segunda instância

Inicialmente, em janeiro deste ano, Kim Keon-hee havia sido condenada a 20 meses de prisão por um tribunal distrital. Na ocasião, a decisão focava principalmente no recebimento de presentes de alto valor.

No entanto, após a análise de recursos, o Tribunal Superior de Seul decidiu aumentar a pena para 4 anos, considerando novos elementos e ampliando o entendimento sobre os crimes cometidos.

Essa mudança evidencia que a segunda instância adotou uma postura mais rigorosa, especialmente diante da repercussão política e da natureza das acusações.

Absolvição parcial

Apesar da condenação, a ex-primeira-dama obteve uma vitória parcial no processo. Ela foi absolvida de uma das acusações, que dizia respeito à manipulação de preços de ações antes de assumir o posto de primeira-dama.

A decisão indica que o tribunal diferenciou os períodos e as circunstâncias das supostas irregularidades, restringindo a condenação aos fatos considerados comprovados durante a análise.

Contexto político e impacto

O caso envolvendo a ex-primeira-dama da Coreia do Sul pega 4 anos de prisão por manipular ações e suborno tem forte impacto político. Por ser esposa do ex-presidente Yoon Suk-yeol, a condenação amplia a pressão sobre figuras públicas e instituições do país.

Especialistas apontam que episódios como esse podem gerar:

  • Aumento da cobrança por transparência
  • Revisão de relações entre governo e entidades externas
  • Desgaste da confiança pública em lideranças políticas

Além disso, o caso reacende debates sobre ética no poder e possíveis conflitos de interesse dentro da elite governante sul-coreana.