Carlos Bolsonaro cobra união da direita contra apreensão do passaporte de Eduardo

Carlos Bolsonaro fez um apelo à união da direita em resposta à possível apreensão do passaporte de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que é alvo de uma acusação de crimes contra a soberania nacional.

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06 de mar, 2025 às 10:30
Carlos Bolsonaro cobra união da direita contra apreensão do passaporte de Eduardo Carlos Bolsonaro cobra união da direita contra apreensão do passaporte de Eduardo

Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro pelo PL, fez um apelo público nesta segunda-feira, 3, cobrando uma posição dos políticos de direita em relação à possível apreensão do passaporte de seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em uma postagem no X (antigo Twitter), Carlos questionou onde estavam os “candidatos da ‘união da direita’”, ao criticar o que considera serem novas “perseguições” contra o deputado.

A acusação de perseguição e o contexto político

A publicação de Carlos Bolsonaro ocorre no contexto de uma notícia-crime protocolada por parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) no Supremo Tribunal Federal (STF), que acusam Eduardo de envolvimento em crimes contra a soberania nacional. Os parlamentares petistas destacam a atuação do deputado nas articulações com congressistas norte-americanos para buscar sanções contra o STF e, em particular, contra o ministro Alexandre de Moraes.

Os petistas ressaltam, ainda, que Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos três vezes desde a posse de Donald Trump, o que reforçaria sua atuação em prol de sanções ao Brasil, uma posição que o governo petista considera prejudicial à soberania nacional.

A reação de Jair Bolsonaro e a defesa de Eduardo

Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai de Eduardo, também se manifestou sobre o assunto. Em seu perfil no X, Bolsonaro questionou a apreensão do passaporte do filho, apontando que isso representaria uma tentativa de constrangimento político. “Não é de agora que as perseguições estão acontecendo”, afirmou. Bolsonaro, que está com seu passaporte apreendido desde fevereiro do ano passado, tem sido um crítico constante do STF e do ministro Alexandre de Moraes.

A postura de Jair Bolsonaro reflete a crescente tensão entre seu grupo político e o STF, especialmente em relação às investigações em curso que envolvem membros da família Bolsonaro e aliados próximos. A apreensão do passaporte de Eduardo é vista por muitos como uma tentativa de limitar a mobilidade do deputado e, assim, constranger sua atuação política.

A visão de Eduardo Bolsonaro sobre o caso

Por sua vez, Eduardo Bolsonaro acredita que a apreensão de seu passaporte é parte de um “jogo combinado” entre o PT, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro Alexandre de Moraes. O deputado tem se mostrado cético quanto à imparcialidade dessas investigações, considerando que existe uma articulação para enfraquecer politicamente a família Bolsonaro.

Em entrevista recente, Eduardo declarou que a tentativa de apreensão de seu passaporte era um movimento orquestrado para pressioná-lo e dificultar suas atividades políticas e internacionais. Ele afirmou que a medida é mais uma etapa de um processo de perseguição política contra a oposição, alimentado por uma agenda do PT e aliados.