BTG aposta na Localiza (RENT3) em 2026 e projeta crescimento de até 20% com queda dos juros

Relatório do BTG aponta avanço do lucro e potencial de re-rating das ações da Localiza (RENT3) com cenário de juros mais baixos.

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Última atualização:  09 de jan, 2026 às 12:38
rent3 Reprodução Localiza

Com a perspectiva de um ciclo mais consistente de cortes de juros no Brasil, o BTG Pactual reforçou sua visão positiva para a Localiza (RENT3) em 2026. Segundo o banco, a companhia deve combinar crescimento robusto de lucro com uma reprecificação dos múltiplos, impulsionada pela redução do custo de capital e pela melhora gradual dos fundamentos operacionais.

Na avaliação dos analistas, a Localiza reúne dois vetores centrais para destravar valor no próximo ano: expansão de resultados em torno de 20% ao ano e potencial de re-rating das ações à medida que o ambiente macroeconômico se torne mais favorável.

2025 foi um ano de ajustes para a Localiza

O BTG destaca que 2025 trouxe sinais mistos para a empresa. Apesar de o papel ter se beneficiado da expectativa de queda dos juros, fatores específicos afetaram o desempenho no primeiro semestre. O principal deles foi a mudança no programa de IPI, que levou a ajustes contábeis na frota e reacendeu preocupações sobre depreciação.

Esse cenário, no entanto, começou a se estabilizar a partir do terceiro trimestre. Para o banco, a normalização gradual das tendências de depreciação ajudou a reduzir o pessimismo do mercado e abriu espaço para uma retomada mais consistente da tese de investimento.

Juros menores fortalecem a tese para 2026

Olhando para 2026, o BTG avalia que o ceticismo observado no início de 2025 perdeu força. A expectativa é de retorno à narrativa de crescimento, especialmente no segmento de aluguel de veículos. A estratégia da empresa tende a priorizar volume e taxa de utilização da frota, em vez de repasses agressivos de preços.

Com a queda dos juros, o chamado ROIC spread (diferença entre o retorno sobre o capital investido e o custo de capital) tende a se normalizar, permitindo que a Localiza cresça sem comprometer a geração de valor.

Seminovos segue como ponto de atenção

No negócio de Seminovos, o desafio continua sendo acelerar o giro da frota. O BTG pondera que um mercado automotivo mais aquecido, favorecido por crédito mais barato e preços mais competitivos, pode contribuir para aumentar o volume de vendas de usados. Esse movimento ajudaria a reduzir a pressão sobre a depreciação, considerada hoje um dos principais gargalos da tese.

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O que o BTG espera da RENT3 em 2026

A visão do banco para a Localiza se apoia em dois pilares principais:

  • Crescimento de lucro próximo de 20% ao ano;
  • Reprecificação dos múltiplos, com a ação podendo negociar entre 13 e 14 vezes o lucro, caso o custo de capital continue recuando.

Segundo o BTG, avanços adicionais em eficiência operacional e maior controle da depreciação podem abrir espaço para revisões positivas das estimativas.

Riscos e pontos de monitoramento

Entre os fatores que merecem atenção dos investidores estão a trajetória dos juros, a evolução dos preços de veículos novos e usados e o desempenho do segmento de Seminovos. O banco também cita como riscos um eventual atraso na queda do custo de capital, mudanças tributárias e aumento da competição.

Ainda assim, a avaliação é de que o balanço entre risco e retorno permanece atrativo, sustentando a Localiza (RENT3) como uma das principais apostas ligadas ao cenário de juros mais baixos no Brasil em 2026.

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.