Azul (AZUL4) sai da recuperação judicial, reduz dívida em US$ 2,5 bilhões e descarta fusões

Companhia conclui "Chapter 11" nos EUA, melhora estrutura financeira e descarta fusões. Leia em detalhes no Melhor Investimento

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23 de fev, 2026 às 11:00
John Rodgerson, CEO da Azul. Foto: Panrotas / Emerson Souza

A Azul Linhas Aéreas anunciou na sexta-feira (21) que concluiu seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11, após cerca de nove meses de reestruturação financeira.

Segundo o CEO John Rodgerson, a companhia agora focará em “crescimento responsável” e não pretende realizar fusões ou aquisições no curto prazo.

Reestruturação AZUL4 fortaleceu balanço

Durante o processo, iniciado em maio de 2025, a Azul conseguiu reduzir aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento, além de reforçar sua liquidez.

A empresa também levantou:

  • US$ 1,4 bilhão em novas dívidas
  • US$ 950 milhões em capital

Com isso, a alavancagem líquida caiu para menos de 2,5 vezes, abaixo dos níveis registrados durante a pandemia.

Apoio de gigantes do setor

A reestruturação contou com investimentos estratégicos, incluindo:

  • US$ 100 milhões da United Airlines
  • Compromisso de US$ 100 milhões da American Airlines (sujeito à aprovação regulatória)

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Fim de negociações de fusão

A companhia encerrou discussões anteriores com concorrentes, incluindo negociações com a Gol em 2025 e tentativas passadas com a LATAM. Segundo Rodgerson, o foco agora é eficiência operacional e sustentabilidade financeira.

Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.