Bitcoin cai ao menor nível desde de 2025 e perde força como “ouro digital”

Bitcoin cai ao menor nível desde o choque tarifário de 2025, enquanto o ouro sobe; mercado passa a tratar a criptomoeda como ativo de risco.

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Última atualização:  02 de fev, 2026 às 10:39
bitcoin caindo Imagem: Canva

O Bitcoin caiu para o menor patamar desde o choque tarifário de 2025, em um movimento que reforça a percepção de que a criptomoeda está sendo tratada pelo mercado mais como ativo de risco do que como proteção em momentos de estresse global.

No sábado (31), o preço do Bitcoin recuou cerca de 7%, chegando à faixa de US$ 76,5 mil. No domingo (1º), a criptomoeda operava próxima de US$ 78 mil, acumulando queda de aproximadamente 11% em 2026.

Queda do BTC ocorre enquanto ouro bate recordes

A desvalorização do Bitcoin ocorre em contraste com o desempenho do ouro, que recentemente atingiu novas máximas históricas, impulsionado pela busca por segurança diante do aumento das tensões geopolíticas e de novas ameaças tarifárias globais.

Apesar de uma realização de lucros no fim da semana, o metal precioso segue com forte valorização no ano, reforçando sua posição tradicional como ativo de proteção, enquanto o Bitcoin perde essa narrativa.

Mercado questiona tese do “ouro digital”

Especialistas apontam que a queda recente expõe fragilidades na tese de que o Bitcoin funcionaria como uma versão digital do ouro. Analistas de mercado avaliam que a criptomoeda ainda carece de um modelo de precificação amplamente aceito, o que aumenta sua volatilidade em momentos de aversão ao risco.

Além disso, a correlação do Bitcoin com ativos tradicionais tem se mostrado instável, variando conforme o cenário macroeconômico dominante, o que dificulta sua classificação como ativo defensivo.

Impacto político e mudança no perfil dos investidores

O movimento de baixa também ocorre após o Bitcoin ter atingido máximas históricas no fim de 2025, impulsionado pelo otimismo em torno de medidas favoráveis ao setor cripto adotadas pelo governo dos Estados Unidos.

Desde então, o cenário mudou. Tensões comerciais, disputas geopolíticas e maior cautela dos investidores fizeram com que o mercado passasse a tratar o Bitcoin de forma semelhante a outros ativos de risco. Outras criptomoedas, como ethereum e solana, também acumulam perdas relevantes desde seus picos.

Analistas destacam ainda que o avanço de novos produtos financeiros ligados a criptoativos, como mercados de previsão e plataformas derivativas, tem dividido a atenção e o capital que antes se concentravam quase exclusivamente no Bitcoin.

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.