Balança comercial registra superávit de US$ 7,8 bilhões em maio

Resultado foi impulsionado pelo avanço das exportações e ficou acima das projeções do mercado

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04 de jun, 2026 às 15:42
Navios cargueiros atracados em porto com contêineres e guindastes, ilustrando exportações e comércio exterior brasileiro. Foto: Envato Elements

A balança comercial brasileira encerrou maio de 2026 com superávit de US$ 7,823 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi alcançado graças ao crescimento das exportações, que superaram o avanço das importações, e ficou acima das expectativas do mercado para o período.

No mês, o Brasil exportou US$ 31,904 bilhões em produtos, valor 6,6% superior ao registrado em maio do ano passado. Já as importações somaram US$ 24,081 bilhões, crescimento de 5,3% na mesma comparação.

O desempenho reforça a importância do comércio exterior para a economia brasileira e ocorre em um cenário de mudanças no fluxo global de comércio, com destaque para o aumento da participação chinesa nas compras de produtos brasileiros.

Exportações sustentam resultado positivo

O principal fator por trás do saldo positivo foi o crescimento do valor exportado. Mesmo com redução no volume embarcado, a alta dos preços médios dos produtos vendidos ao exterior contribuiu para elevar a receita das exportações.

Entre os segmentos que mais colaboraram para o resultado estiveram a agropecuária e a indústria de transformação.

No setor agrícola, o destaque ficou para a soja, que ajudou a impulsionar o crescimento das vendas externas. Já na indústria de transformação, produtos como combustíveis, carne bovina e farelo de soja registraram desempenho positivo.

Por outro lado, a indústria extrativa apresentou retração nas exportações, influenciada principalmente pela redução dos embarques de petróleo bruto e minério de ferro.

Principais números da balança comercial em maio

Os dados divulgados pelo governo mostram o seguinte cenário:

  • Superávit comercial de US$ 7,823 bilhões;
  • Exportações de US$ 31,904 bilhões;
  • Importações de US$ 24,081 bilhões;
  • Crescimento de 6,6% nas exportações;
  • Avanço de 5,3% nas importações;
  • Resultado acima das projeções do mercado.

O saldo comercial ficou ligeiramente acima das estimativas dos analistas, que esperavam um superávit próximo de US$ 7,65 bilhões.

China amplia participação nas exportações brasileiras

O levantamento também mostrou mudanças importantes nos principais destinos das exportações nacionais.

A China ampliou sua participação nas vendas externas do Brasil e respondeu por uma parcela maior das exportações em comparação com o mesmo período do ano passado.

O país asiático segue como principal parceiro comercial brasileiro, absorvendo grande parte da produção agrícola e de commodities.

Enquanto isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras diminuiu na comparação anual.

Esse movimento ocorre em meio às discussões sobre tarifas comerciais e à busca do governo brasileiro por diversificação de mercados para seus produtos.

Importações também avançam

Do lado das compras externas, o crescimento foi liderado pelos combustíveis e pelos bens de consumo.

As importações de combustíveis registraram uma das maiores altas do período, acompanhadas pelo aumento na entrada de produtos destinados ao consumo interno.

Também houve crescimento nas compras de bens de capital, utilizados para investimentos e expansão da capacidade produtiva.

Em contrapartida, as importações de bens intermediários apresentaram queda na comparação com maio do ano passado.

Acumulado do ano supera resultado de 2025

Entre janeiro e maio de 2026, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 32,662 bilhões.

O resultado supera com folga o saldo positivo registrado no mesmo período de 2025, indicando um desempenho mais forte do setor externo neste início de ano.

O avanço das exportações, aliado ao crescimento moderado das importações, tem contribuído para manter a balança comercial em terreno positivo, fator acompanhado de perto por investidores, empresas exportadoras e agentes do mercado financeiro.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.