Avenue defende dolarização de carteira em 2026 e aposta em “vida financeira global”
Diretor da Avenue afirma que cenário de incerteza reforça importância do dólar como proteção e revela expansão da empresa além dos investimentos
Foto: Divulgação/Avenue
Em 2026, a combinação de volatilidade política e incertezas no exterior tem levado investidores brasileiros a buscar formas de proteger o patrimônio.
A dolarização de parte da carteira aparece como uma estratégia defensiva, e essa é justamente uma das principais recomendações da Avenue, corretora focada em investimentos internacionais.
Em entrevista exclusiva que o Melhor Investimento realizou no Smart Summit 2026, Lucas Feitosa, diretor de parcerias institucionais da Avenue, destacou que o momento exige diversificação geográfica e exposição ao dólar.
“O mais importante não é escolher entre Brasil ou Estados Unidos, mas ter Brasil e Estados Unidos na carteira”, afirmou.
Dólar como proteção em ano de volatilidade
Com eleições no Brasil e um ambiente externo incerto, 2026 tem sido um ano desafiador para investidores. Segundo Feitosa, apesar de o dólar ser difícil de prever, seu papel como ativo de proteção permanece sólido.
A recomendação da Avenue é clara: dolarizar parte do patrimônio pode ajudar a reduzir impactos de choques econômicos e oscilações do mercado local.
O executivo cita, inclusive, uma referência institucional:
“Dolarizar parte do patrimônio ajuda a proteger contra choques econômicos. Inclusive, o próprio Banco Central mantém reservas em moedas estrangeiras por esse motivo.”
Além disso, uma pesquisa da FGV reforça essa estratégia. O estudo mostra que, para proteger o poder de compra contra variações cambiais, os brasileiros deveriam ter pelo menos 16% da carteira em ativos no exterior; para famílias de maior renda, o percentual sugerido chega a 18%.
De investimentos à vida financeira global
Fundada em 2017, a Avenue surgiu com a proposta de democratizar o acesso de brasileiros ao mercado financeiro dos Estados Unidos, algo antes restrito a investidores de alta renda.
Desde então, a empresa evoluiu e ampliou seu escopo de atuação.
Hoje, além de investimentos internacionais, a plataforma permite que clientes:
- Tenham conta bancária nos Estados Unidos;
- Utilizem cartão internacional;
- Realizem transações financeiras em dólar;
- Organizem sua vida financeira fora do Brasil.
Segundo Feitosa, esse movimento acompanha uma mudança de comportamento do próprio brasileiro.
“O brasileiro já tem uma vida dolarizada no consumo. Então, faz sentido que parte dos investimentos também esteja em dólar”.
Jovens impulsionam tendência de internacionalização
Outro ponto destacado na entrevista é o crescimento do interesse de jovens investidores pelo mercado internacional. De acordo com a Avenue, pessoas entre 18 e 25 anos estão começando a investir mais cedo, e já com uma visão global.
Esse público não busca apenas diversificação de ativos, mas também oportunidades como:
- Estudar no exterior;
- Construir carreira internacional;
- Gerar renda em moeda forte.
O futuro da Avenue no Brasil
O próximo passo da Avenue é expandir ainda mais sua atuação para além dos investimentos. A empresa pretende consolidar um ecossistema que permita ao brasileiro viver, investir e movimentar recursos globalmente, com foco especial nos Estados Unidos.
“O futuro da Avenue é permitir que o brasileiro transacione sua vida nos Estados Unidos, não apenas seus investimentos”, explicou Feitosa.
Com sede em Miami e operação no Brasil, a companhia aposta na crescente demanda por soluções financeiras internacionais como motor de crescimento nos próximos anos.
Diversificação internacional ganha força
A fala da Avenue reforça uma tendência clara no mercado: a internacionalização dos investimentos deixou de ser uma opção restrita e passou a ser uma estratégia relevante para proteção patrimonial.
Em um cenário de incertezas como o de 2026, a combinação entre ativos no Brasil e no exterior, especialmente em dólar, pode ser determinante para o equilíbrio das carteiras.
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