Smart Summit 2026: integração de dados ganha força e muda a forma de analisar investimentos
Em palestra no evento, executivos Eder Souza e Gabriel Fenili da Nelogica destacam integração de dados, automação e inteligência artificial como motores da evolução do mercado financeiro.
Foto: Produção Smart Summit 2026
Durante o Smart Summit 2026, os executivos Eder Souza, Head de Business Development na Nelogica, e Gabriel Fenili, Senior de Business Development na Nelogica discutiram como dados, tecnologia e inteligência artificial estão mudando a forma como investimentos são analisados e geridos no Brasil.
Na palestra “Dados, Tecnologia e Escala: como o mercado financeiro está redefinindo a análise e gestão de investimentos”, os especialistas apontaram que a integração de informações e o uso avançado de dados têm se tornado fundamentais para melhorar decisões de investimento, reduzir custos operacionais e ampliar a escala de atendimento a clientes.
Segundo Fenili, a principal transformação do setor nos últimos anos está na capacidade de integrar diferentes bases de dados e utilizá-las para automatizar processos que antes eram manuais.
“O que vemos enxergando muito no mercado é a integração. Como juntar dados do cliente, objetivos de vida e teses de investimento para automatizar o Asset Allocation e melhorar a tomada de decisão”, afirmou.
Integração de dados cria visão completa do cliente
De acordo com os especialistas, um dos maiores desafios das instituições financeiras atualmente é consolidar informações vindas de diferentes fontes, como investimentos, patrimônio, seguros e outros ativos.
A capacidade de construir uma visão 360° do cliente se tornou um diferencial competitivo para assessores, gestoras e plataformas financeiras.
“Hoje, ter uma visão completa de todo o portfólio do cliente e dos dados de mercado proporciona um diferencial competitivo para qualquer casa ou escritório estar à frente do cliente”, explicou Souza.
Essa integração também permite automatizar tarefas operacionais, como a montagem de carteiras ou a otimização de portfólios, atividades que antes dependiam de planilhas ou processos mais demorados.
Inteligência artificial já começa a mudar o dia a dia do assessor
Outro ponto central da discussão foi o avanço da inteligência artificial no mercado financeiro. Para Fenili, a tecnologia não deve substituir profissionais, mas ampliar sua capacidade de atendimento.
“Ninguém gosta de falar com um robô no final do dia. O detentor do relacionamento vai continuar sendo o assessor. A IA entra como ferramenta para ajudar no dia a dia”, disse.
Entre os exemplos citados estão soluções que permitem consultar dados de clientes por comandos simples, inclusive por aplicativos de mensagem, ou gerar análises e insights automaticamente.
A expectativa é que essas ferramentas funcionem como um assistente digital para profissionais do mercado financeiro.
Investimento em tecnologia se torna diferencial competitivo
Para os executivos, empresas do setor financeiro que desejam crescer precisarão investir cada vez mais em tecnologia e infraestrutura de dados.
Segundo Souza, muitas das instituições líderes do mercado fizeram esse movimento ao longo dos últimos anos.
“Essas casas se tornaram o que são hoje porque, em determinado momento, investiram em tecnologia e na qualidade da entrega para o cliente final”, afirmou.
A tendência, segundo ele, é que o uso de dados, automação e inteligência artificial continue ampliando a eficiência das operações e o alcance do atendimento no setor financeiro.
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