Auren Energia (AURE3) avança após resultado acima do esperado no 4º trimestre

A Auren Energia (AURE3) registrou lucro líquido de R$ 354,7 milhões no 4º trimestre de 2025, revertendo prejuízo de um ano antes. O EBITDA ajustado alcançou R$ 736 milhões, acima das projeções da XP e do BTG Pactual.

imagem do autor
Última atualização:  05 de mar, 2026 às 14:16
Executivos e colaboradores da Auren Energia comemoram no palco da bolsa de valores B3, em frente ao logotipo da empresa e o símbolo da [B]³, sob uma chuva de confetes durante uma cerimônia de toque de campainha. Foto: Divulgação

A Auren Energia (AURE3) avançou com força na Bolsa após divulgar um resultado acima do esperado no quarto trimestre de 2025. A companhia registrou lucro líquido de R$ 354,7 milhões entre outubro e dezembro, revertendo o prejuízo apurado no mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo foi divulgado na terça-feira (3) e repercutiu no pregão de quarta-feira (4), quando os papéis fecharam com alta de 4,15%, a R$ 12,04.

O movimento chamou atenção do mercado porque parte relevante das instituições financeiras projetava novo resultado negativo. O que se viu, porém, foi uma combinação de melhora operacional, ganhos com modulação e efeitos não recorrentes que impulsionaram o lucro. O resultado reacendeu o debate sobre o momento da Auren Energia (AURE3), especialmente em meio a um cenário ainda desafiador para o setor elétrico.

Auren Energia (AURE3) surpreende com lucro e impulsiona ações

O principal destaque do balanço foi a reversão do prejuízo registrado um ano antes. O lucro líquido de R$ 354,7 milhões superou com folga estimativas de bancos como o Goldman Sachs, que projetava prejuízo de R$ 214 milhões, e também ficou acima do consenso da Bloomberg, que indicava perda de R$ 320 milhões.

O avanço da Auren Energia (AURE3) ocorreu na B3, refletindo a leitura mais construtiva dos investidores diante da surpresa positiva. O desempenho foi atribuído, em parte, a efeitos não recorrentes que beneficiaram o resultado final. Ainda assim, analistas destacaram que houve evolução operacional relevante no período.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado somou R$ 736 milhões, excluindo dividendos de joint ventures. O número ficou 6% acima da estimativa da XP Investimentos e praticamente em linha com o consenso de mercado.

EBITDA sólido e ganhos operacionais compensam pressões

Na avaliação do BTG Pactual, o EBITDA da Auren Energia (AURE3) ficou 9% acima de suas projeções. O banco ressaltou que ganhos de aproximadamente R$ 70 milhões com modulação, aliados à diversificação do portfólio, ajudaram a compensar impactos negativos provocados por restrições de rede (curtailment) e pelo menor GSF hidrelétrico.

O Itaú BBA também observou que, apesar da redução de produção e dos efeitos adversos do GSF, a companhia conseguiu mitigar parte dessas pressões com controle de custos e eficiência operacional.

Já o UBS BB destacou que os ativos adquiridos da AES Brasil vêm apresentando evolução operacional consistente. Esse ponto é considerado estratégico para a tese de longo prazo, pois envolve a consolidação de ativos relevantes no portfólio da geradora.

Por outro lado, o JPMorgan avaliou que o EBITDA ajustado ficou 15% abaixo de suas estimativas, atribuindo a diferença a uma alocação de contratos de energia inferior ao esperado.

Recomendações divididas para Auren Energia (AURE3)

Apesar da surpresa positiva, a maior parte dos bancos manteve postura neutra para a Auren Energia (AURE3). A XP reiterou recomendação neutra e preço-alvo de R$ 12, afirmando que a tese de investimento depende da solução estrutural para o curtailment, da consolidação do turnaround e da geração de caixa capaz de reduzir a alavancagem.

O UBS BB também manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 12, sustentado por múltiplo EV/EBITDA projetado para 2026 em linha com a média histórica da companhia. O JPMorgan reiterou classificação neutra, com preço-alvo de R$ 12,40.

O Morgan Stanley e o Itaú BBA igualmente mantiveram avaliação neutra, com preços-alvo de R$ 14 e R$ 11,37, respectivamente.

Já o Goldman Sachs manteve recomendação de compra, estimando que a ação negocie com taxa interna de retorno real próxima de 14%. O BTG Pactual também reiterou compra, com preço-alvo de R$ 16,30, citando confiança na resiliência operacional da companhia.

Gostou deste conteúdo? Siga o Melhor Investimento nas redes sociais: 

Instagram | Linkedin