Alvaro Dias lidera Senado no Paraná com 39,3%, diz Paraná Pesquisas
Levantamento mostra ex-senador à frente em cenário principal e disputa aberta pela segunda vaga
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O ex-senador Alvaro Dias (MDB) aparece na liderança da disputa ao Senado Federal pelo Paraná nas eleições de 2026, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pelo instituto Paraná Pesquisas.
O estudo foi realizado entre os dias 8 e 10 de maio, com 1.500 eleitores em 57 municípios do estado, e mostra mudanças importantes nos cenários quando o nome do ex-parlamentar é retirado da disputa.
No principal cenário apresentado pela pesquisa, Alvaro Dias lidera com 39,3% das intenções de voto. A segunda vaga ao Senado, porém, aparece em disputa mais equilibrada entre candidatos ligados à direita e também à esquerda paranaense.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-00323/2026. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Alvaro Dias lidera cenário principal
No cenário em que Alvaro Dias aparece como candidato, o ex-senador abre vantagem sobre os demais concorrentes e mantém forte recall eleitoral no Paraná, estado onde construiu carreira política ao longo das últimas décadas.
Segundo os números divulgados, a disputa ficou assim:
- Alvaro Dias (MDB): 39,3%
- Deltan Dallagnol (Novo): 26,1%
- Gleisi Hoffmann (PT): 25,2%
- Filipe Barros (PL): 23,6%
- Alexandre Curi (Republicanos): 22,4%
- Cristina Graeml (PSD): 14,5%
- Rosane Ferreira (PV): 5,4%
- Luiz Carlos Hauly (Podemos): 3,1%
Como a eleição para o Senado permite que o eleitor escolha dois candidatos, os percentuais somados ultrapassam 100%.
A presença de Alvaro Dias reorganiza parte do eleitorado de centro e centro-direita, além de reduzir a distância entre os principais nomes da disputa pela segunda vaga.
Cenários sem Alvaro Dias mudam disputa
Quando o nome do ex-senador não aparece na pesquisa, o deputado federal Filipe Barros (PL) assume a liderança em um dos cenários testados pelo instituto.
Nesse caso, os números ficam mais equilibrados:
- Filipe Barros (PL): 30%
- Deltan Dallagnol (Novo): 29,3%
- Gleisi Hoffmann (PT): 27,4%
- Alexandre Curi (Republicanos): 27,3%
- Cristina Graeml (PSD): 17,6%
Em um terceiro cenário, mais enxuto, Filipe Barros amplia a vantagem e chega a 38,7%, seguido por Deltan Dallagnol, com 35,3%, e Gleisi Hoffmann, com 29,1%.
Os dados indicam que a disputa pelo Senado no Paraná segue bastante aberta fora do cenário com Alvaro Dias, principalmente entre candidatos ligados ao campo conservador.
Força da direita segue presente no Paraná
A pesquisa também reforça a influência do eleitorado conservador no estado. O Paraná foi um dos estados em que Jair Bolsonaro teve desempenho expressivo nas últimas eleições presidenciais, cenário que ainda impacta as disputas locais.
Filipe Barros, aliado político de Bolsonaro, aparece competitivo em todos os cenários analisados. Já Deltan Dallagnol mantém presença relevante entre eleitores identificados com pautas anticorrupção e ligadas à Operação Lava Jato.
Ao mesmo tempo, Gleisi Hoffmann continua como principal nome do PT no estado e mantém presença competitiva mesmo em cenários mais polarizados.
Analistas políticos observam que o resultado mostra um cenário fragmentado e ainda sujeito a mudanças até o período oficial das candidaturas.
Rejeição também foi medida
Além das intenções de voto, o instituto avaliou a rejeição dos candidatos. Nesse quesito, Gleisi Hoffmann registrou o maior índice, com 47,5%.
Veja os números da rejeição:
- Gleisi Hoffmann (PT): 47,5%
- Alvaro Dias (MDB): 12,6%
- Deltan Dallagnol (Novo): 10,3%
- Filipe Barros (PL): 6,2%
- Alexandre Curi (Republicanos): 5,8%
Os dados ajudam partidos e pré-candidatos a medir resistência do eleitorado e possíveis estratégias para a campanha de 2026.
Senado deve ganhar peso nas articulações políticas
A disputa ao Senado no Paraná tende a ganhar importância nacional nos próximos meses, principalmente pela presença de nomes ligados a Jair Bolsonaro, à Lava Jato e ao PT.
O resultado da eleição também pode influenciar a formação de alianças regionais e fortalecer projetos para a corrida presidencial de 2026.
Com duas vagas em disputa no Senado, partidos devem intensificar negociações, alianças e definições de candidaturas ao longo do segundo semestre.
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