Ação da Braskem (BRKM5) cai 11% após notícia sobre dívida de R$ 3,6 bi com Banco do Brasil; empresa nega
Empresa nega débito com Banco do Brasil; mercado reage a incertezas
Foto: Bloomberg/Luke Sharrett
As ações da Braskem (BRKM5) fecharam em queda de 11,27% nesta quinta-feira (12), na B3, depois que notícias associaram a empresa a um calote de R$ 3,6 bilhões informado pelo Banco do Brasil (BBAS3) no balanço do quarto trimestre de 2025. Os papéis encerraram o dia a R$ 9,61. A companhia negou qualquer dívida com o banco.
No resultado divulgado, o Banco do Brasil informou que uma única empresa do segmento corporativo deixou de pagar uma operação relevante, o que elevou o índice de inadimplência acima de 90 dias no período.
O banco não revelou o nome do cliente por causa do sigilo bancário. Ainda assim, reportagens apontaram que a Braskem poderia estar ligada ao caso, o que aumentou a pressão sobre as ações ao longo do pregão.
Em nota, a petroquímica afirmou que não tem dívida com o Banco do Brasil e que também não possuía débitos em 2025. A empresa reforçou que sua situação financeira é a mesma já apresentada em seus relatórios ao mercado.
Reação do mercado
A queda desta quinta-feira (12) veio depois de uma sequência de altas. Nos quatro pregões anteriores, as ações da Braskem acumulavam valorização próxima de 20%, em meio a expectativas de possíveis medidas de apoio ao setor petroquímico.
Com a circulação das notícias sobre a possível dívida, parte dos investidores optou por vender ações, o que aumentou a oscilação do papel ao longo do dia.
O movimento também ocorre em um momento em que a empresa já lida com um cenário desafiador para a indústria petroquímica no mercado internacional.
O Banco do Brasil informou que a operação em atraso foi regularizada em janeiro de 2026 e, na sequência, transferida a terceiros, o que tende a reduzir novos efeitos sobre os próximos balanços.
Contexto financeiro da companhia
A Braskem passa por um momento de ajustes financeiros. Nos últimos anos, a empresa foi impactada pelo excesso de oferta no mercado petroquímico global, pela pressão nas margens e por gastos com indenizações e reparações ambientais em Alagoas.
Ao mesmo tempo, a companhia estuda alternativas para reforçar sua estrutura de capital. Nesta quinta-feira, a Petrobras (PETR3; PETR4) confirmou que não vai exercer o direito de preferência em uma possível venda da participação da Novonor na petroquímica.
A decisão está ligada às negociações sobre uma eventual mudança no controle da empresa, tema que vem sendo acompanhado de perto por investidores.
Desempenho do setor e reflexos no BB
Enquanto as ações da Braskem caíram, os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 4,50% no pregão, apoiados pela divulgação dos resultados trimestrais, mesmo com o impacto pontual da inadimplência.
O episódio mostra como notícias envolvendo crédito e estrutura financeira podem provocar reações rápidas na bolsa, especialmente quando envolvem empresas que já enfrentam um cenário mais desafiador.
Este conteúdo foi útil? Siga o Melhor Investimento nas redes sociais: