A Aegea, uma das maiores empresas de saneamento básico do Brasil, está reconsiderando a possibilidade de participar da privatização da Sabesp (SBSP3), a maior empresa de saneamento da América Latina, devido a um novo modelo que está sendo proposto.

Anteriormente, a empresa não estava interessada no modelo inicial de desestatização, que previa uma base pulverizada de acionistas, semelhante ao processo de privatização da Eletrobras. No entanto, com o formato atual em discussão, a Aegea voltou a avaliar a oportunidade.

Radamés Casseb, CEO da Aegea, afirmou que “com o formato atual que circula na mídia, voltamos a estudar a Sabesp”, diz. 

O novo modelo de privatização prevê que a Sabesp tenha um acionista de referência detendo pelo menos 15% do capital da empresa, com uma cláusula de “lock-up” de cinco anos para garantir o compromisso desse acionista com os significativos investimentos planejados de cerca de R$60 bilhões até 2029. O objetivo é atender às metas do Marco do Saneamento até 2033.

Casseb ainda afirmou que “para a Aegea seria interessante uma trava até maior, já que somos operadores puros”, acrescenta. 

A proposta também prevê que uma parcela entre 20% e 30% das ações da Sabesp, atualmente detidas pelo governo de São Paulo, seja vendida na bolsa de valores por meio de um follow-on, permitindo a entrada de um acionista de referência e outros investidores relevantes. Além da Aegea, empresas como Acciona, Votorantim, Cosan e Pátria Investimentos também são mencionadas como possíveis interessadas.

Sobre a Aegea

Fundada em 2010, a empresa é líder no setor privado de saneamento básico no Brasil, atendendo cerca de 31 milhões de pessoas, distribuídas em 14 estados do país.

Nos últimos anos, a AEGEA adquiriu duas empresas com marcas expressivas: a Águas do Rio, maior operadora do Rio de Janeiro com a privatização da Cedae, e a Companhia riograndense de Saneamento Corsan, que atua na maior parte do Rio Grande do Sul, com exceção de Porto Alegre.

Gabryella Mendes

Redatora do Melhor Investimento.