FGC: veja como recuperar valores investidos no Banco Pleno após liquidação extrajudicial

Passo a passo para pedir o ressarcimento, entender os limites e evitar golpes

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Última atualização:  18 de fev, 2026 às 08:20
Recepção do Banco Pleno ao lado do logo do FGC, destacando garantia a investidores após liquidação. Foto: Divulgação/Banco Pleno | Divulgação/FGC

Após a liquidação extrajudicial do Banco Pleno ser decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), no Brasil, investidores que tinham dinheiro aplicado na instituição passaram a ter direito à garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O fundo privado, mantido pelos próprios bancos, será responsável por ressarcir valores de produtos cobertos, como CDB e poupança, até os limites estabelecidos. A seguir, veja no Melhor Investimento como funciona o processo, quem pode receber e quais são os prazos.

O que aconteceu com o Banco Pleno?

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno por problemas na situação econômico-financeira da instituição, incluindo dificuldades de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.

Com isso, o banco teve suas atividades interrompidas e saiu do Sistema Financeiro Nacional. Um liquidante foi nomeado para conduzir o encerramento das operações e organizar a lista de credores.

O que é o FGC e qual é o seu papel nesse caso?

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger depositantes e investidores em caso de quebra ou liquidação de instituições financeiras associadas.

No caso do Banco Pleno, o FGC será responsável por pagar os valores garantidos aos clientes que tinham aplicações cobertas pelo fundo, respeitando os limites previstos nas regras.

Quais investimentos são cobertos?

Estão dentro da garantia produtos como:

Não entram na cobertura fundos de investimento, ações ou outros produtos de renda variável.

Qual é o valor máximo que o investidor pode receber?

O limite é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro.

Além disso, existe um teto global de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ a cada período de quatro anos, considerando todas as instituições financeiras associadas ao FGC.

Isso significa que, mesmo que o investidor tenha valores maiores aplicados, o ressarcimento ficará limitado a esses tetos.

Como funciona o pagamento?

O pagamento não é automático. Após a liquidação, o liquidante elabora a lista de credores com valores a receber e envia ao FGC. Esse processo pode levar cerca de 30 dias.

Depois disso, o investidor precisa:

  1. Baixar o aplicativo oficial do FGC (disponível para Android e iOS);
  2. Fazer cadastro, incluindo biometria e envio de documentos;
  3. Criar uma senha de acesso;
  4. Conferir o valor disponível;
  5. Solicitar a garantia com assinatura digital.

O valor é depositado em conta bancária de mesma titularidade.

Existe prazo para pedir o ressarcimento?

Sim. O investidor tem até cinco anos, contados da data da decretação da liquidação, para solicitar o pagamento ao FGC.

Após esse período, o direito à garantia pode ser perdido.

É preciso apresentar comprovantes do investimento?

Em regra, não. As informações são enviadas ao FGC pelo liquidante da instituição.

No entanto, se o CPF ou CNPJ não constar na base de dados do fundo, o investidor deverá procurar o liquidante para comprovar a aplicação. Nesse caso, podem ser solicitados documentos como nota de negociação e extratos.

Como funciona no caso de contas conjuntas?

Em contas conjuntas, o limite de R$ 250 mil é dividido entre os titulares.

Por exemplo, se houver R$ 200 mil em uma conta com dois titulares, cada um terá direito a R$ 100 mil dentro da garantia.

O FGC cobre principal e rendimentos?

Sim. O valor pago inclui o principal investido mais os rendimentos acumulados até a data da decretação da liquidação.

Caso o total ultrapasse R$ 250 mil, o excedente entra no processo de liquidação e dependerá da recuperação de ativos da instituição.

O que acontece com valores acima do limite?

O que exceder o teto garantido não é pago pelo FGC imediatamente. Esse montante passa a fazer parte do processo de liquidação, no qual os credores aguardam a venda de ativos do banco para eventual pagamento futuro.

Esse processo costuma ser mais demorado e não há garantia de recuperação integral.

Como evitar golpes nesse momento?

O FGC alerta que não cobra taxas para liberar valores e não entra em contato pedindo senhas ou dados bancários por WhatsApp ou SMS.

Os únicos canais oficiais são o aplicativo, telefone, e-mail institucional e redes sociais oficiais. O investidor deve desconfiar de qualquer abordagem fora desses meios.

Qual é o impacto para o mercado?

O Banco Central informou que o Banco Pleno tinha participação pequena no Sistema Financeiro Nacional, representando fração reduzida dos ativos totais.

Mesmo assim, casos de liquidação costumam gerar atenção redobrada dos investidores, especialmente em relação a instituições menores que oferecem taxas mais elevadas para captar recursos.

Para quem vai receber valores do FGC, especialistas recomendam avaliar com cuidado o destino dos recursos. A orientação geral é diversificar aplicações e observar limites de garantia para reduzir riscos futuros.

A liquidação do Banco Pleno reforça a importância de compreender como funciona a proteção do FGC e quais são seus limites.

Para os investidores afetados, o caminho agora é acompanhar a liberação da lista de credores e realizar o pedido pelo aplicativo oficial dentro do prazo estabelecido.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.