Raízen (RAIZ4) amplia prejuízo para R$ 7,3 bilhões

Companhia reduz investimentos, corta custos e registra crescimento do Ebitda impulsionado pela distribuição de combustíveis.

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Última atualização:  29 de jun, 2026 às 21:57
Operação Raizen Imagem: Reprodução.

A Raízen (RAIZ4) encerrou o quarto trimestre da safra 2025/26 com prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões, resultado significativamente superior à perda de R$ 2,5 bilhões registrada no mesmo período do ciclo anterior. Os números foram divulgados nesta segunda-feira no relatório financeiro da companhia.

Apesar do desempenho negativo na última linha do balanço, a empresa apresentou melhora em alguns indicadores operacionais. O Ebitda ajustado somou R$ 2,8 bilhões no trimestre, avanço de 46% na comparação anual, refletindo principalmente o desempenho do segmento de distribuição de combustíveis.

Já a receita líquida atingiu R$ 51,3 bilhões, recuo de 11,1% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Dívida cresce, mas empresa acelera plano de transformação

A dívida líquida da Raízen encerrou o trimestre em R$ 58,2 bilhões, alta de 69,9% na comparação anual. Mesmo com o aumento do endividamento, a companhia afirmou que manteve o foco na execução de seu plano de transformação operacional ao longo da safra.

Segundo a empresa, foram reduzidos cerca de R$ 1 bilhão em custos e despesas, além de um corte de R$ 3,3 bilhões nos investimentos (capex) em relação ao ciclo anterior.

Recuperação extrajudicial avança com apoio dos credores

Outro destaque do período foi o avanço do processo de reestruturação financeira. A Raízen informou que obteve o apoio de mais de 80% dos credores e protocolou o plano de recuperação extrajudicial.

Entre as medidas previstas estão um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões a ser realizado pela Shell, a conversão de parte das dívidas em ações e o refinanciamento do saldo remanescente dos débitos.

A expectativa da companhia é fortalecer sua estrutura financeira e reduzir a pressão sobre o caixa nos próximos anos.

Distribuição de combustíveis impulsiona resultado

O principal destaque operacional ficou com o segmento de distribuição de combustíveis no Brasil.

O Ebitda ajustado da divisão cresceu 60,4% e alcançou R$ 1,7 bilhão, impulsionado pelo aumento do volume comercializado e por ganhos de eficiência operacional. Por outro lado, o segmento de açúcar, etanol e bioenergia continuou enfrentando desafios.

Segundo a companhia, as condições climáticas desfavoráveis afetaram a produção agrícola e reduziram a moagem de cana-de-açúcar, pressionando os resultados da divisão ao longo do trimestre.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.