Raízen (RAIZ4) pede recuperação extrajudicial e ações caem forte na bolsa
Plano de reestruturação já conta com apoio de parte dos credores e prevê prazo de 90 dias para negociação das dívidas.
Imagem; Envato Elements
A Raízen (RAIZ4) informou nesta quarta-feira (11) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo como parte de um plano para reestruturar suas dívidas financeiras.
Após o anúncio, as ações da companhia registraram forte queda na B3. Por volta das 10h23 (horário de Brasília), os papéis RAIZ4 recuavam 7,69%, cotados a R$ 0,48.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a recuperação extrajudicial foi estruturada em conjunto com os principais credores financeiros da empresa.
Movimentação do ativo em tempo real:
Plano envolve cerca de R$ 65 bilhões em dívidas
O objetivo do processo é reorganizar passivos financeiros que somam aproximadamente R$ 65,1 bilhões, criando condições jurídicas mais estáveis para a negociação das obrigações.
De acordo com a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% da dívida financeira envolvida na reestruturação.
A empresa terá agora um prazo de até 90 dias para obter o percentual mínimo necessário de apoio dos credores e garantir a homologação do plano.
Caso o acordo seja aprovado, as novas condições de pagamento passarão a valer para todos os créditos incluídos no processo.
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Operações da empresa não serão afetadas
A Raízen afirmou que a recuperação extrajudicial não inclui obrigações com clientes, fornecedores, revendedores ou parceiros comerciais, consideradas essenciais para a continuidade das operações.
Segundo a empresa, esses compromissos continuarão sendo cumpridos normalmente, conforme os contratos vigentes.
A companhia é uma joint venture formada pela Cosan e pela Shell e atua nos setores de produção de açúcar, etanol e energia renovável.
Mercado já esperava movimento de reestruturação
Analistas do Goldman Sachs afirmaram que o pedido de recuperação extrajudicial não chega a ser totalmente inesperado para o mercado.
Segundo o banco, a empresa já havia indicado anteriormente a possibilidade de recorrer a uma reestruturação financeira e notícias recentes apontavam para uma revisão mais ampla de sua estrutura de capital.
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