CADE aprova venda de ativo da Raízen (RAIZ4) para Grupo Gera Energia

A operação envolve empresa de geração distribuída movida a biogás e integra estratégia de desinvestimentos da companhia

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Última atualização:  06 de abr, 2026 às 15:45
Raízen (RAIZ4) resultados 3T25 Imagem: Reprodução

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou, sem restrições, a venda de um ativo de geração distribuída da Raízen (RAIZ4) para o Grupo Gera Energia. A operação envolve a aquisição, pela Bio Gera Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais, de 100% da Bio Polaris Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais II.

A empresa adquirida é controlada indiretamente pela Raízen e atua no segmento de geração distribuída a partir de biogás, por meio de uma central de minigeração.

Segundo a Raízen, a venda está alinhada ao processo de desinvestimento em geração distribuída, com o objetivo de direcionar recursos e esforços para atividades consideradas estratégicas dentro do seu core business.

Por sua vez, o Grupo Gera destacou que a aquisição reforça sua estratégia de expansão no setor energético, permitindo ampliar presença tanto em regiões onde já atua quanto em novos mercados.

Desinvestimento faz parte de movimento iniciado em 2024

A venda da Bio Polaris ocorre dentro de um plano mais amplo de reorganização da presença da Raízen no segmento de geração distribuída.

Em 2024, a companhia vendeu 55 usinas de geração distribuída com capacidade instalada total de até 142 megawatts-pico (MWp). Os ativos foram adquiridos pela Thopen Energia e pelo próprio Grupo Gera em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões.

Além disso, o Cade também aprovou recentemente outras operações menores envolvendo ativos remanescentes da companhia nesse mercado.

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Plano de reestruturação prevê conversão de dívida em ações

Paralelamente aos desinvestimentos, a Raízen também apresentou aos credores um plano para reestruturar sua dívida estimada em US$ 12,6 bilhões.

De acordo com informações divulgadas pela Bloomberg, a proposta inclui um período de carência de pelo menos cinco anos e prevê a possibilidade de conversão de parte da dívida em participação acionária.

No plano discutido com credores, cerca de 45% da dívida poderia ser convertida em ações da companhia, o que poderia resultar em até 70% das ações ordinárias sob controle dos credores, considerando um valor estimado de R$ 0,40 por papel.

Segundo cálculos apresentados no plano, a medida reduziria a alavancagem da Raízen de aproximadamente 5,3 vezes para cerca de 3,5 vezes o Ebitda.

A reestruturação também poderia abrir espaço para uma eventual reorganização societária, com a separação entre os negócios de açúcar e etanol e a divisão de distribuição de combustíveis da empresa.

Com Money Times.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.