Vivo (VIVT3) lucra R$ 1,26 bilhão no 1T26, mas ações lideram perdas

Investidores reagiram negativamente ao lucro abaixo das projeções e ao avanço das despesas operacionais da companhia

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Última atualização:  11 de maio, 2026 às 14:40
Loja física da Vivo localizada no Ibirapuera Shopping Imagem: Ibirapuera Shopping/Reprodução

A Telefônica Brasil (VIVT3), controladora da marca Vivo, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,26 bilhão, resultado que representa avanço de 19,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do crescimento anual, os números ficaram abaixo das expectativas do mercado e provocaram forte reação negativa na bolsa. As ações da companhia lideraram as perdas do Ibovespa nesta segunda-feira (11).

Acompanhe a movimentação do ativo em tempo real:

Mercado reage mal ao resultado da Telefônica Brasil

Os papéis da Telefônica Brasil chegaram a cair mais de 7% durante o pregão após a divulgação do balanço trimestral.

Na mínima do dia, o papel recuou 7,48%, sendo negociada a R$ 35,49. Por volta das 12h08, a queda ainda era de 5,29%, com as ações cotadas a R$ 36,33.

A reação negativa ocorreu porque os resultados vieram abaixo das projeções de parte dos analistas. Segundo estimativas compiladas pela LSEG, o mercado esperava lucro líquido de aproximadamente R$ 1,52 bilhão e Ebitda de R$ 6,44 bilhões no trimestre.

Embora a companhia tenha apresentado crescimento operacional consistente, investidores avaliaram que alguns indicadores decepcionaram em relação às expectativas mais otimistas.

Lucro e receita avançaram no trimestre

Segundo a Telefônica Brasil, o desempenho foi impulsionado pelo avanço das receitas e pela expansão da geração operacional de caixa.

O Ebitda — indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — atingiu R$ 6,21 bilhões no trimestre, alta de 8,9% na comparação anual.

Já a receita líquida somou R$ 15,45 bilhões, crescimento de 7,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O lucro líquido registrado no período foi o maior da companhia desde o primeiro trimestre de 2024.

Despesas operacionais pesaram na avaliação dos analistas

Apesar do avanço dos principais indicadores financeiros, parte do mercado considerou o balanço misto.

Analistas destacaram que fatores como aumento das despesas operacionais e desempenho abaixo do esperado no lucro por ação acabaram pressionando a percepção dos investidores sobre o resultado da empresa.

Ainda assim, alguns segmentos operacionais da companhia seguiram apresentando desempenho considerado sólido, principalmente nas áreas ligadas à expansão da fibra óptica e da tecnologia 5G.

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Vivo amplia investimentos em 5G e fibra

Os investimentos da Telefônica Brasil somaram aproximadamente R$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a empresa, a maior parte dos recursos foi direcionada para ampliação da cobertura da rede móvel 5G e expansão da operação de fibra óptica. A relação entre investimentos e receita, conhecida como Capex sobre Receita, atingiu 13,2% no trimestre.

Em nota divulgada junto ao balanço, o presidente da Vivo, Christian Gebara, afirmou que os resultados reforçam a capacidade da empresa de continuar investindo de forma sustentável.

Mercado acompanha pressão competitiva no setor

O desempenho das empresas de telecomunicações segue sendo acompanhado de perto pelos investidores em meio à forte competição do setor e à necessidade contínua de investimentos em infraestrutura.

Analistas avaliam que a expansão do 5G e da fibra óptica continua sendo um dos principais motores de crescimento da Telefônica Brasil, mas observam também pressão sobre margens operacionais e necessidade crescente de investimentos para manutenção da liderança no mercado.

Mesmo após a reação negativa inicial do mercado, investidores seguem monitorando a capacidade da companhia de sustentar crescimento de receita e geração de caixa nos próximos trimestres.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.