Telefônica Brasil (VIVT3) confirma restituição de R$ 1,25 por ação após redução de capital

A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, confirmou a restituição de R$ 1,25 por ação após concluir a redução de capital aprovada em assembleia.

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16 de maio, 2026 às 13:00
Vista externa de um edifício comercial moderno com janelas espelhadas. Na base do prédio, o logotipo prateado da operadora "Vivo" está fixado em uma mureta cinza. Imagem: Reuters/ Nacho Doce

A Telefônica Brasil (VIVT3) anunciou uma nova etapa relevante para seus acionistas ao confirmar a restituição de R$ 1,25 por ação ordinária após a conclusão do processo de redução de capital. A medida, que já havia sido aprovada em assembleia, agora passa a ter efeito pleno com o fim do prazo de oposição de credores. O pagamento será realizado em julho de 2026 e movimenta o mercado ao reforçar a política de retorno de capital da companhia.

A seguir, entenda todos os detalhes da operação, seus impactos e o que muda para os investidores.

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A VIVT3 confirmou ao mercado que concluiu o prazo legal de oposição de credores referente à redução de capital social aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 12 de março de 2026.

Com isso, o processo societário foi finalizado, permitindo que a empresa avance com a devolução de recursos aos acionistas.

Na prática, a Telefônica Brasil irá restituir R$ 1,2517 por ação ordinária, com base na posição acionária de 31 de dezembro de 2025.

Detalhes do pagamento aos acionistas

A restituição será realizada em parcela única. O valor exato definido é de R$ 1,25171862845 por ação ordinária, considerando um total de mais de 3,19 bilhões de ações em circulação, excluídas as ações em tesouraria.

O pagamento seguirá critérios específicos:

  • Acionistas com cadastro bancário no Bradesco receberão diretamente em conta corrente
  • Investidores com ações em custódia fiduciária terão o valor repassado via corretoras
  • Demais acionistas precisarão realizar o saque em agências do Banco Bradesco com documentos de identificação

Após 22 de maio de 2026, as ações passam a ser negociadas na condição “ex-direitos”, ou seja, sem direito à restituição.

Telefônica Brasil (VIVT3) e os efeitos da redução de capital no mercado

A operação de redução de capital é um movimento societário que impacta diretamente a estrutura financeira da empresa e o retorno ao acionista. Esse tipo de operação não envolve distribuição de lucro, mas sim devolução de parte do capital investido originalmente.

O objetivo é ajustar a estrutura de capital da companhia e aumentar a eficiência na alocação de recursos, o que pode ser positivo para investidores de longo prazo.

Dentro do contexto do setor de telecomunicações, essa prática não é incomum e pode ser observada em empresas que buscam equilibrar endividamento, investimentos e retorno ao acionista.

Tributação e impactos para investidores

Os valores recebidos pelos acionistas da Telefônica Brasil estarão sujeitos à incidência de Imposto de Renda, conforme a legislação vigente no Brasil.

Isso significa que o valor líquido recebido pode ser inferior ao montante bruto de R$ 1,25 por ação, dependendo da situação tributária de cada investidor.

Resultados do 1T26 da Telefônica Brasil (VIVT3)

Além da restituição de capital, o mercado também acompanha o desempenho operacional da companhia no primeiro trimestre de 2026.

A VIVT3 registrou:

  • Lucro líquido de R$ 1,26 bilhão, alta de 19,2% em relação ao ano anterior
  • Ebitda de R$ 6,21 bilhões, avanço de 8,9% na comparação anual
  • Receita líquida de R$ 15,46 bilhões, crescimento de 7,4%

Apesar do crescimento em receita e lucro, parte dos resultados ficou abaixo das expectativas do mercado, especialmente no lucro e no Ebitda.