Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em juros sobre capital próprio

A Telefônica Brasil (VIVT3) aprovou o pagamento de R$ 325 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), com valor bruto de R$ 0,10 por ação.

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Última atualização:  12 de fev, 2026 às 22:26
Uma mulher caminha pela calçada em frente à fachada moderna de um edifício corporativo da Telefônica Brasil. No Imagem: Reuters / Nacho Doce

A Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas, conforme decisão aprovada pelo Conselho de Administração e divulgada em fato relevante nesta quinta-feira (12). O pagamento será feito aos investidores que mantiverem ações da companhia até 23 de fevereiro de 2026, com crédito previsto até 30 de abril de 2027. A medida reforça a política de remuneração da empresa e impacta diretamente os detentores dos papéis negociados na B3 sob o código VIVT3.

A decisão foi tomada na sede administrativa da companhia, em São Paulo, com base no balanço patrimonial de 31 de janeiro de 2026. O provento será distribuído na forma de JCP, modalidade que permite à empresa deduzir os valores pagos da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), tornando a operação fiscalmente eficiente.

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A Telefônica Brasil, controladora da marca Vivo, informou que o valor bruto por ação será de R$ 0,10. Sobre esse montante incidirá Imposto de Renda na fonte à alíquota de 17,5%, resultando em aproximadamente R$ 0,08 líquidos por ação.

Do total de R$ 325 milhões anunciados, o valor líquido estimado a ser efetivamente pago aos investidores é de cerca de R$ 268,1 milhões, já considerando a retenção tributária.

Terão direito ao recebimento os acionistas com posição registrada até o encerramento do pregão de 23 de fevereiro de 2026. A partir do dia seguinte, 24 de fevereiro, as ações passam a ser negociadas na condição “ex-juros”, ou seja, sem direito ao provento anunciado.

O pagamento ocorrerá até 30 de abril de 2027, em data que ainda será definida pela diretoria da companhia.

O que são juros sobre capital próprio e por que a empresa utiliza esse mecanismo

Os juros sobre capital próprio são uma forma de remuneração aos acionistas prevista na legislação brasileira. Diferentemente dos dividendos, o JCP sofre tributação na fonte para o investidor, mas gera benefício fiscal para a companhia, pois pode ser deduzido como despesa financeira.

Ao anunciar que a Telefônica Brasil pagará R$ 325 milhões em juros sobre capital próprio, a empresa sinaliza manutenção de uma política consistente de distribuição de resultados, ao mesmo tempo em que otimiza sua estrutura tributária. Esse tipo de operação é comum entre companhias de capital aberto com geração robusta de caixa.

A base de cálculo utilizada para definir o valor do provento foi o balanço patrimonial levantado em 31 de janeiro de 2026. A companhia também informou que os valores por ação poderão sofrer ajustes, dependendo da base acionária verificada na data de corte, especialmente em função de eventuais aquisições realizadas dentro do programa de recompra de ações atualmente em vigor.

Como o JSCP será tratado no exercício de 2026

Conforme previsto no Estatuto Social da empresa, os valores distribuídos como JSCP serão imputados ao dividendo obrigatório do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2026. Isso significa que o montante pago agora poderá ser abatido do total mínimo de dividendos que a companhia deverá distribuir referente ao resultado do ano.

A medida ainda dependerá de ratificação na Assembleia Geral Ordinária prevista para 2027.

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