VGIR11 lucra R$ 15,9 milhões e paga CDI + 3,4% ao ano; confira o valor

Fundo mantém foco em CRIs e segue com carteira concentrada e monitorada

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02 de abr, 2026 às 13:00
Imagem de arranha-céus modernos em uma cidade, destacando o código VGIR11 na fachada de um dos prédios, simbolizando o mercado de ações e investimentos no Brasil. Foto: Envato Elements + Edição

O fundo imobiliário VGIR11 encerrou fevereiro de 2026 com lucro de R$ 15,891 milhões, abaixo do resultado registrado em janeiro. O desempenho foi impactado por uma redução nas receitas no período, mas ainda assim o fundo manteve distribuição de rendimentos e uma rentabilidade acima do CDI. Os dados constam no relatório divulgado pela gestão após o fechamento do mês.

O resultado foi composto por R$ 17,206 milhões em receitas e R$ 1,314 milhão em despesas recorrentes. Além disso, o fundo recebeu R$ 8,7 milhões em amortizações, entre parcelas ordinárias e extraordinárias, contribuindo para a geração de caixa no período.

Com base nesse desempenho, o VGIR11 distribuiu R$ 0,12 por cota em dividendos referentes ao mês de fevereiro.

Dividendos seguem acima do CDI

Mesmo com a queda no lucro mensal, o fundo continua entregando uma rentabilidade considerada atrativa dentro do cenário atual de juros.

Segundo a gestão, o rendimento distribuído equivale a:

  • Rentabilidade líquida de CDI + 3,4% ao ano, considerando a cota patrimonial;
  • Retorno consistente mesmo com variação mensal no resultado.

No acumulado dos últimos 12 meses, o fundo distribuiu R$ 1,52 por cota, o que representa uma rentabilidade líquida de CDI + 2,16% ao ano sobre o valor patrimonial.

Esse desempenho mantém o VGIR11 alinhado com a proposta de oferecer ganhos superiores aos indexadores tradicionais, especialmente em um ambiente de juros ainda elevados.

Carteira segue concentrada em CRIs

A estratégia do fundo permanece focada em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que continuam sendo o principal ativo da carteira.

Ao final de fevereiro:

  • 95,5% do patrimônio líquido estava investido em CRIs
  • A carteira contava com 57 operações ativas
  • O volume total investido somava cerca de R$ 1,349 bilhão

Os recursos restantes permaneceram alocados em instrumentos de caixa, garantindo liquidez para novas oportunidades ou cobertura de obrigações.

De acordo com a gestão, o portfólio segue saudável, com monitoramento constante dos ativos e sem sinais relevantes de deterioração no crédito.

Movimentações e novos aportes

Após o encerramento de fevereiro, o fundo realizou novos investimentos em ativos que já faziam parte da carteira. Foram aportados R$ 7,4 milhões adicionais em dois CRIs existentes.

Essa estratégia indica uma postura mais conservadora, priorizando ativos já conhecidos pela gestão, em vez de ampliar o portfólio com novas operações.

Além disso, o fundo mantém uma pequena reserva de caixa, próxima de R$ 0,01 por cota, destinada a cobrir despesas eventuais, incluindo possíveis taxas de performance.

Base de investidores e liquidez

O VGIR11 segue com uma base relevante de cotistas no mercado. Ao fim de fevereiro, o fundo contava com 260.186 investidores.

A negociação das cotas também apresentou bom nível de liquidez:

  • Volume médio diário de aproximadamente R$ 6,5 milhões;
  • Giro consistente ao longo do mês.

Esse nível de negociação facilita a entrada e saída de investidores, um fator importante para quem busca flexibilidade na gestão da carteira.

Leitura do mercado

O desempenho do VGIR11 reflete um cenário comum entre fundos de papel, que podem apresentar variações mensais nos resultados devido a fatores como amortizações, indexação dos ativos e dinâmica de receitas.

Mesmo com a redução do lucro em fevereiro, o fundo mantém uma estrutura sólida, com carteira diversificada dentro do segmento de CRIs e foco em ativos indexados a indicadores de inflação e juros.

Em um ambiente em que o CDI segue elevado, fundos que conseguem entregar retornos acima desse índice continuam chamando atenção dos investidores que buscam renda passiva e previsibilidade.

A continuidade dessa performance dependerá, principalmente, da qualidade dos ativos da carteira e da capacidade da gestão de manter o nível de distribuição ao longo dos próximos meses.

Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.