Trump ameaça atacar o Irã e declara fim do cessar-fogo; petróleo sobe

Trump ameaça atacar o Irã e declara o fim do cessar-fogo após nova troca de ataques no Golfo; petróleo sobe mais de 3%. Entenda a escalada.

imagem do autor
Última atualização:  08 de jul, 2026 às 14:00
Fotografia em close do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vestindo terno azul marinho e gravata vermelha. Imagem: Reuters/Jonathan Ernst

A guerra no Oriente Médio voltou a escalar. Trump ameaça atacar o Irã novamente e declarou o fim do cessar-fogo entre os dois países, após uma nova troca de ataques no Golfo. Portanto, o frágil acordo firmado no mês passado desmorona e reacende o temor de um conflito mais amplo, com reflexos imediatos no preço do petróleo.

Por que Trump ameaça atacar o Ir

A escalada começou com uma nova ofensiva americana. Os Estados Unidos lançaram uma onda de bombardeios contra o Irã, em resposta a ataques contra três petroleiros no Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica estavam entre os alvos.

Em seguida, Trump declarou que o cessar-fogo “acabou”. Além disso, chamou os líderes iranianos de “escumalha” e afirmou que negociar seria uma “perda de tempo”. Dessa forma, o presidente americano prometeu retomar os bombardeios caso Teerã não aceite um acordo.

Como o Irã respondeu à ameaça

A reação de Teerã foi imediata e dura. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, com mísseis e drones. Além disso, informou ter abatido um drone americano MQ-9. Sirenes de ataque aéreo soaram nos dois países.

No campo político, o tom também subiu. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, escreveu: “A era da intimidação e da extorsão acabou. Não vamos ceder”. Do mesmo modo, o comando militar iraniano ameaçou uma “resposta devastadora” e prometeu adotar “qualquer medida necessária”.

O impacto no petróleo e no mercado

Para o investidor, o efeito é direto. Os Estados Unidos revogaram a licença que permitia ao Irã vender petróleo no mercado internacional. Como resultado, os preços da commodity subiram mais de 3% logo após o anúncio.

Vale lembrar que o Estreito de Ormuz é a rota mais sensível do setor. Não por acaso, explosões atingiram a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã. O mercado já havia reagido a cada capítulo da crise, como mostraram a queda do petróleo após o cessar-fogo entre Israel e Irã e o impacto do acordo EUA-Irã sobre PETR4 e o Brent.

O que estava em jogo no cessar-fogo

O acordo era recente e já nascia frágil. Firmado no mês passado, o cessar-fogo previa uma janela de 60 dias para negociar a paz definitiva. No entanto, as conversas indiretas realizadas no Catar terminaram sem avanços.

O pano de fundo é a guerra iniciada após ataques americanos e israelenses ao território iraniano. Naquele conflito, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto. Por isso, a tensão entre os dois lados nunca chegou a se dissipar por completo.

Leticia Carvalho

Formada em Sistemas de Informação, com pós-graduação em Gestão de Marketing pela Anhembi Morumbi, é autora do portal com atuação focada em economia, negócios e tecnologia. Possui mais de 15 anos de experiência em administração e empreendedorismo, aliando análise de dados à produção de conteúdo jornalístico. Já teve passagem profissional por grandes portais de conteúdo do Brasil, onde desenvolveu trabalhos voltados à informação financeira, tendências de mercado e transformação digital.