S&P 500 e Nasdaq atingem máximas de duas semanas antes de balanço da Nvidia

O S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas de duas semanas impulsionados pelas ações de tecnologia, enquanto investidores aguardam os resultados da Nvidia.

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Última atualização:  25 de fev, 2026 às 14:45
Imagem do prédio da NVIDIA com o logotipo visível, destaque para a fachada moderna e o símbolo verde característico da marca de tecnologia e inovação em hardware de vídeo. Foto: Justin Sullivan/Getty Images

O S&P 500 e Nasdaq atingem máximas de duas semanas nesta quarta-feira (25), em Nova York, impulsionados principalmente pelo avanço das ações de tecnologia e pela expectativa em torno do balanço da Nvidia. O movimento ocorre em meio a um fevereiro marcado por volatilidade nas bolsas americanas e dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos bilionários em inteligência artificial (IA).

Em Wall Street, investidores acompanham com atenção os resultados da fabricante de chips, que serão divulgados após o fechamento do mercado. O desempenho da empresa é visto como um termômetro crucial para medir a força do ciclo de expansão da IA, especialmente diante dos planos das grandes empresas de tecnologia de destinar cerca de US$ 630 bilhões em investimentos até 2026.

Leia tabém:

S&P 500 e Nasdaq atingem máximas de duas semanas com tecnologia em destaque

O avanço dos índices foi liderado pelo setor de tecnologia, refletindo o posicionamento estratégico dos investidores antes da divulgação dos números da Nvidia. O S&P 500 subia 0,61%, aos 6.931,95 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançava 1,10%, alcançando 23.114,42 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average registrava alta de 0,41%, aos 49.374,16 pontos.

Dentro do S&P 500, o índice de tecnologia da informação subia 1,6%, enquanto o setor de serviços de comunicação avançava 1%. O segmento financeiro também apresentava desempenho positivo, com ganho de 0,6%.

O Índice Philadelphia SE Semiconductor — referência para empresas de semicondutores — renovava recorde histórico, reforçando a percepção de que o mercado ainda aposta no crescimento estrutural da IA.

O que está em jogo com o balanço da Nvidia

O que movimenta os mercados agora é a expectativa sobre o ritmo de crescimento da Nvidia. A empresa tornou-se peça central no ecossistema de inteligência artificial, fornecendo chips essenciais para data centers, aplicações de aprendizado de máquina e infraestrutura de computação avançada.

Os investidores querem entender:

  • Se a demanda por chips continua aquecida
  • Se as margens permanecem robustas
  • Se o ritmo de encomendas das gigantes de tecnologia segue acelerado

A resposta a essas perguntas pode definir o humor do mercado no curto prazo. Caso os resultados confirmem crescimento consistente, o rali das ações de tecnologia pode ganhar força. Por outro lado, qualquer sinal de desaceleração pode ampliar a volatilidade que já marcou fevereiro.

Fevereiro instável e questionamentos sobre a IA

Apesar de o S&P 500 e Nasdaq atingirem máximas de duas semanas, o mês tem sido caracterizado por oscilações intensas. Investidores passaram a questionar se os gastos massivos em IA estão efetivamente se traduzindo em retorno financeiro proporcional.

Nos últimos dias, setores como software, imobiliário comercial, transporte rodoviário e logística sofreram quedas acentuadas. Parte dessa pressão decorre de novos desdobramentos no setor de inteligência artificial, que levantaram preocupações sobre possíveis ajustes na cadeia produtiva e no ritmo de expansão dos investimentos.

Ainda assim, estrategistas de mercado avaliam que a IA continuará sendo o principal vetor estrutural das bolsas americanas em 2026, sustentando valuations elevados no setor de tecnologia.

Por que os mercados reagem antes dos resultados?

A antecipação é uma característica típica de Wall Street. Grandes investidores institucionais ajustam posições antes da divulgação de balanços considerados decisivos. Como a Nvidia está no centro do ciclo de inovação em IA, seu desempenho tem potencial de influenciar não apenas o setor de semicondutores, mas todo o segmento de tecnologia e, por consequência, o S&P 500 e o Nasdaq.

Além disso, o cenário macroeconômico ainda envolve incertezas relacionadas a tarifas comerciais e ao ambiente global de investimentos, fatores que ampliam a sensibilidade dos mercados a dados corporativos relevantes.

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