A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo para analisar a forma como a Americanas comunicou ao mercado as inconsistências contábeis que vieram à tona recentemente. Segundo uma fonte próxima ao assunto, o presidente-executivo, Rial, teria cometido uma infração ao divulgar de maneira imprecisa o rombo contábil de R$ 20 bilhões. Além disso, realizou uma teleconferência restrita para explicar a situação da companhia.

O processo, registrado sob o número 19957.003980/2023-26, foi iniciado em 17 de maio pela Gerência de Controle de Processos Sancionadores (GCP) da CVM. As citações aos envolvidos, incluindo Rial e João Guerra Duarte Neto, diretor de relações com investidores, tiveram início em 2 de junho. Neto já foi citado, mas a GCP ainda está providenciando o chamamento de Rial.

Em março, durante sua participação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Rial afirmou que só foi informado no dia 3 de janeiro, por um diretor da Americanas, sobre a necessidade de maior esclarecimento acerca da situação da companhia.

A investigação da CVM busca esclarecer as circunstâncias da comunicação das inconsistências contábeis por parte da Americanas, visando garantir a transparência e a integridade das informações repassadas ao mercado financeiro. A empresa tem colaborado com o processo e se comprometeu a prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.

As ações da Americanas sofreram uma queda expressiva nos últimos meses, refletindo a preocupação dos investidores diante das irregularidades contábeis. A empresa está empenhada em restaurar a confiança do mercado e adotar medidas corretivas para garantir uma gestão financeira sólida e transparente.

Equipe MI

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