Santander (SANB11) lucra R$ 4,1 bilhões no 4º trimestre de 2025
Resultado trimestral mostra rentabilidade resiliente, com crescimento do lucro, eficiência operacional e indicadores sólidos mesmo em um cenário macroeconômico desafiador.
Santander (SANB11). Foto: iStock
O Santander Brasil (SANB11) divulgou nesta quarta-feira (4) lucro líquido gerencial de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 6% na comparação anual, com retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) de 17,6%, patamar considerado elevado para o setor bancário em um ambiente ainda pressionado pelo cenário macroeconômico.
Na comparação trimestral, o lucro avançou 1,9%, sustentado principalmente pelo crescimento das comissões e pela estabilidade do custo de crédito. A margem financeira total somou R$ 15,3 bilhões no trimestre, com leve alta de 0,8% frente ao trimestre anterior, enquanto as receitas com serviços e tarifas atingiram R$ 5,75 bilhões, avanço de 3,6% no período e 4,3% em relação ao quarto trimestre de 2024.
Comissões crescem com cartões, seguros e investimentos
O desempenho das comissões foi puxado principalmente pelas linhas de cartões, seguros, administração de recursos e fundos e previdência. As receitas com cartões cresceram mais de 8% na comparação anual, enquanto a administração de recursos avançou mais de 25%, refletindo maior atividade em investimentos e o fortalecimento da estratégia de principalidade do cliente.
No acumulado de 2025, as comissões totalizaram R$ 21,6 bilhões, alta de 3,5% em relação a 2024, consolidando-se como um dos principais vetores de diversificação de receitas do banco.
Carteira de crédito cresce com destaque para pessoa física e PMEs
A carteira de crédito ampliada encerrou dezembro em R$ 708,2 bilhões, com crescimento de 2,8% no trimestre e 3,7% em 12 meses. O avanço foi impulsionado principalmente por linhas de maior rentabilidade, como cartão de crédito, financiamento ao consumo e crédito imobiliário. Entre pequenas e médias empresas, a carteira cresceu 13% na comparação anual.
Segundo o banco, a estratégia segue focada em pricing mais assertivo, uso intensivo de dados e inteligência artificial para gestão de risco e expansão seletiva do crédito.
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Qualidade dos ativos permanece sob controle, apesar de pressão no crédito
O custo de crédito ficou em 3,76% no trimestre, com leve queda de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, mas alta de 0,3 ponto em base anual, refletindo o impacto do ambiente macroeconômico mais restritivo. A inadimplência acima de 90 dias fechou dezembro em 4,6%, com maior pressão na carteira de pessoa física, enquanto o segmento corporativo permaneceu relativamente estável.
Apesar do cenário mais desafiador, o banco destacou que a formação de novos créditos problemáticos segue controlada.
Eficiência operacional melhora com controle de despesas
O índice de eficiência do Santander Brasil encerrou o trimestre em 38,8%, refletindo maior disciplina na gestão de custos, mesmo com investimentos crescentes em tecnologia e expansão digital. As despesas totais recuaram 2% na comparação anual, com queda relevante nas despesas recorrentes em termos reais.
No acumulado de dois anos, o banco destaca que as receitas cresceram 17%, enquanto as despesas avançaram apenas 5%, evidenciando ganho operacional.
Capitalização sólida sustenta crescimento
O índice de Basileia fechou o trimestre em 15,4%, com aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior, enquanto o capital principal (CET1) ficou em 11,6%. Segundo o Santander, os níveis de capital oferecem conforto para sustentar o crescimento da carteira e a remuneração aos acionistas.
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