FII RBVA11 vende agência do Santander por R$ 7 milhões

Fundo conclui 30ª alienação desde 2019 e mantém projeção de dividendos

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20 de fev, 2026 às 15:00
Fachada de agência do Santander com logotipo vermelho em destaque e prédio envidraçado ao fundo. Foto: Divulgação/Santander

O fundo imobiliário RBVA11 (Rio Bravo Renda Varejo) concluiu a venda de uma agência bancária locada ao Santander por R$ 7 milhões, em São Gonçalo (RJ). A operação foi finalizada recentemente, como parte da estratégia de reciclagem de ativos adotada pela gestora desde 2019.

O objetivo é realocar recursos em ativos considerados mais estratégicos e com maior potencial de retorno.

O imóvel foi negociado por um valor 5,3% superior ao laudo patrimonial vigente. Durante os 13 anos em que permaneceu no portfólio, o ativo gerou uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 10,65% ao ano, equivalente a CDI + 1% ao ano no período.

Pagamento e impacto no caixa

Do valor total da venda, R$ 4 milhões foram pagos à vista. Os R$ 3 milhões restantes serão recebidos de forma parcelada, o que, segundo a gestão, garante reforço imediato no caixa e previsibilidade de fluxo financeiro nos próximos meses.

A operação marca também a saída definitiva do fundo da cidade de São Gonçalo. Nos últimos seis meses, três imóveis localizados na região foram vendidos.

Estratégia de reciclagem

Desde 2019, o RBVA11 realizou 30 vendas de ativos, somando R$ 291,8 milhões em alienações. A estratégia, segundo a gestora Rio Bravo, consiste em vender imóveis maduros ou localizados em regiões menos estratégicas para reinvestir os recursos em oportunidades com maior potencial de valorização ou geração de renda.

Esse movimento é comum entre fundos imobiliários de varejo, especialmente em um cenário de juros elevados, no qual a gestão ativa do portfólio pode contribuir para preservar rentabilidade e melhorar a qualidade dos ativos.

Dividendos mantidos

Apesar da venda, o fundo manteve o guidance de distribuição de R$ 0,09 por cota ao mês para o semestre atual. O pagamento segue a política de distribuir ao menos 95% do lucro apurado em regime de caixa, conforme determina a regulamentação dos fundos imobiliários.

A manutenção da projeção indica que a operação não deve provocar impacto negativo imediato nos rendimentos distribuídos aos cotistas, ao mesmo tempo em que fortalece a posição financeira do fundo para novos investimentos.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.