Ratinho Júnior desiste da corrida presidencial e reconfigura disputa de 2026
Decisão do governador do Paraná abre espaço para Ronaldo Caiado e pode influenciar cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Fotografia: Jonathan Campos
A desistência de Ratinho Júnior da disputa pela Presidência da República em 2026 movimentou o cenário político nacional e alterou os cálculos eleitorais para a próxima corrida ao Palácio do Planalto.
Em nota divulgada recentemente, o governador do Paraná afirmou que permanecerá no cargo até o fim do mandato, em dezembro deste ano, retirando seu nome da disputa presidencial.
Nome forte do PSD deixa disputa
Ratinho Júnior era considerado uma das principais apostas do PSD, partido presidido por Gilberto Kassab. Ele integrava um grupo de três governadores testados como possíveis candidatos: Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e ele próprio.
Segundo avaliações internas, Ratinho era o que apresentava melhor desempenho nas pesquisas, sendo visto como um nome de centro com potencial de diálogo amplo. Sua saída, portanto, muda a estratégia da sigla.
Caiado ganha força e pode se alinhar ao bolsonarismo
Com a desistência, Ronaldo Caiado passa a ganhar protagonismo dentro do PSD. Diferentemente de Ratinho, Caiado sinaliza alinhamento com Flávio Bolsonaro e defende evitar a divisão do eleitorado de direita.
A possibilidade de uma candidatura alinhada ao bolsonarismo, inclusive com eventual composição de chapa, é vista como um dos cenários possíveis para 2026.
Polarização segue dominante
Analistas avaliam que a eleição tende a ser marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, que aparecem liderando as pesquisas no primeiro turno e empatados em cenários de segundo turno.
Nesse contexto, o eleitor de centro deve ter papel decisivo, podendo definir o resultado da disputa.
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Efeito da saída pode favorecer Lula
A ausência de Ratinho Júnior — que poderia atrair votos da direita moderada e do centro — pode alterar o equilíbrio eleitoral.
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Caso Caiado consolide uma candidatura mais alinhada ao bolsonarismo, especialistas apontam que parte do eleitorado de centro pode migrar para Lula, enxergando-o como uma opção menos polarizada.
Cenário ainda pode mudar
Apesar das movimentações, o quadro eleitoral segue aberto. Faltando cerca de cinco meses para o período de registro das candidaturas, alianças e composições ainda podem ser redefinidas.
Há, inclusive, especulações sobre a possibilidade de Caiado integrar uma chapa como vice, dependendo das negociações políticas nos próximos meses.