Justiça do RJ decreta prisão preventiva de ex-CEO do Hurb após prisão no Ceará

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de João Ricardo Rangel, ex-CEO do Hurb, após ele ser preso no Ceará com documento falso e tornozeleira eletrônica descarregada.

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Última atualização:  08 de jan, 2026 às 18:11
Retrato de João Ricardo Mendes, ex-CEO do Hurb (Hotel Urbano). Ele é um homem de pele clara, cabelos escuros e levemente cacheados, vestindo um casaco de moletom preto com capuz. Ele olha para o lado com uma expressão séria. Ao fundo, uma parede de tijolos aparentes em tons de bege e marrom. Foto: Reprodução / Instagram

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do ex-CEO do Hurb, João Ricardo Rangel Mendes, após ele ter sido preso no Ceará portando documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (7) pela 32ª Vara Criminal do Rio, que entendeu haver risco à ordem pública e à aplicação da lei penal, reforçando a gravidade do descumprimento das medidas judiciais impostas ao empresário.

A prisão preventiva do ex-CEO do Hurb ocorre em meio a uma série de processos que envolvem o nome do fundador da antiga agência Hotel Urbano, empresa que se tornou um dos maiores casos recentes de crise no setor de turismo no Brasil. A decisão também reacende o debate sobre o monitoramento judicial de réus em liberdade provisória e o uso de tornozeleiras eletrônicas.

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Prisão preventiva do ex-CEO do Hurb foi decretada por risco à ordem pública

Na decisão, o juiz André Felipe Veras de Oliveira afirmou que a prisão preventiva do ex-CEO do Hurb se justifica pelo “evidente risco à ordem pública e à aplicação da lei penal”. Segundo o magistrado, houve descumprimento reiterado das medidas cautelares anteriormente determinadas pela Justiça, o que inviabilizaria a manutenção da liberdade do réu.

A avaliação do juiz levou em conta tanto a conduta recente de João Rangel quanto o histórico criminal relacionado aos processos em andamento. Para a Justiça, a soma dos fatores demonstra que medidas alternativas à prisão não foram suficientes para garantir o cumprimento das determinações judiciais.

Ex-CEO do Hurb foi preso em flagrante no Aeroporto de Jericoacoara

João Ricardo Rangel foi preso na segunda-feira (5) no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no litoral do Ceará. De acordo com informações das autoridades, ele foi abordado enquanto portava documento falso e utilizava tornozeleira eletrônica descarregada, equipamento que deveria estar ativo como parte das medidas cautelares impostas anteriormente.

A prisão ocorreu durante uma fiscalização de rotina, quando os agentes identificaram inconsistências nos documentos apresentados. O uso de identidade falsa agravou a situação jurídica do ex-CEO do Hurb e foi um dos pontos considerados no pedido de prisão preventiva.

Pedido de prisão preventiva partiu do Ministério Público do RJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou a prisão preventiva do ex-CEO do Hurb na terça-feira (6), um dia após a prisão em flagrante no Ceará. O órgão apontou o descumprimento das medidas cautelares, incluindo falhas no monitoramento eletrônico e deslocamento interestadual sem autorização adequada.

Segundo o MPRJ, a conduta de João Rangel demonstra tentativa de burlar a fiscalização judicial, o que comprometeria a eficácia das medidas alternativas à prisão. O pedido foi acolhido integralmente pela Justiça.

Medidas cautelares estavam ligadas a crimes anteriores

As medidas cautelares haviam sido impostas após a prisão de João Rangel em outro processo, no qual ele é acusado de furto de obras de arte e outros objetos retirados de um hotel e de um escritório de arquitetura no Rio de Janeiro.

Em maio de 2025, o ex-CEO do Hurb foi denunciado formalmente pelo MPRJ pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Esses antecedentes pesaram na decisão judicial, que avaliou haver risco concreto de reiteração criminosa.

Defesa nega descumprimento das cautelares

A defesa de João Ricardo Rangel, representada pelo advogado Vicente Donnici, afirmou que não houve descumprimento das medidas impostas pela Justiça. Segundo os advogados, o réu não permaneceu fora do Rio de Janeiro por mais de 30 dias sem comunicação prévia, conforme determinado judicialmente.

A defesa também alegou que a viagem ao Ceará teria ocorrido em 29 de dezembro e que não há comprovação de que a tornozeleira eletrônica estivesse desligada de forma intencional. Para os advogados, eventuais falhas técnicas não poderiam ser interpretadas como tentativa deliberada de burlar o sistema.

Relatório oficial confirma violações no monitoramento eletrônico

Apesar da argumentação da defesa, o juiz destacou que o relatório da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) foi conclusivo ao apontar reiteradas violações no monitoramento eletrônico. O documento indica períodos prolongados sem sinal da tornozeleira, o que caracteriza descumprimento das condições impostas pela Justiça.

Esse ponto foi considerado decisivo para a decretação da prisão preventiva do ex-CEO do Hurb, uma vez que compromete a confiança no cumprimento voluntário das medidas cautelares.

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