Presidente eleito da Colômbia anuncia rompimento com Cuba e Nicarágua
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que pretende romper relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua ao assumir o cargo, em 7 de agosto.
Foto: David Restrepo/Unsplash
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que pretende romper as relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua assim que assumir o cargo, em 7 de agosto. A decisão faz parte de uma mudança na política externa defendida pelo político de extrema-direita, que afirmou que seu governo não manterá vínculos com regimes que considera autoritários.
A declaração foi feita neste domingo (26), por meio das redes sociais. Segundo Espriella, a Colômbia também deverá fechar 15 consulados e 14 embaixadas durante sua gestão. Em outra frente, o futuro presidente pretende reaproximar o país de Israel e planeja abrir uma embaixada em Jerusalém.
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Presidente eleito da Colômbia quer romper relações com Cuba e Nicarágua
A principal medida anunciada por Abelardo de la Espriella é o rompimento das relações diplomáticas entre a Colômbia e os governos de Cuba e da Nicarágua. O presidente eleito afirmou que a decisão será tomada logo após sua posse, marcada para 7 de agosto.
Ao justificar a medida, o político declarou que, durante sua administração, não haverá relações com o que classificou como “tiranias”. A afirmação indica que a política externa colombiana deverá passar por uma mudança significativa em relação à orientação adotada pelo atual governo.
A decisão de romper com a Nicarágua também ocorre em um momento de forte tensão política no país centro-americano. O governo de Daniel Ortega vem sendo acusado por opositores e organizações internacionais de concentrar cada vez mais poder e restringir a atuação da oposição.
Futuro governo também prevê fechamento de embaixadas e consulados
Além do rompimento diplomático com Cuba e Nicarágua, Espriella anunciou uma reestruturação da rede diplomática colombiana no exterior. O plano prevê o fechamento de 15 consulados e 14 embaixadas.
A medida deverá alterar a presença internacional da Colômbia e pode representar uma revisão das prioridades diplomáticas do país. No entanto, o presidente eleito não detalhou quais representações serão fechadas nem apresentou, até o momento, informações sobre os critérios utilizados para definir os postos que poderão ser encerrados.
A mudança deverá ser implementada após a posse do novo governo, que terá como uma de suas principais marcas a tentativa de reposicionar a Colômbia nas relações com outros países.
Colômbia pretende retomar relações diplomáticas com Israel
Enquanto anuncia o afastamento de Cuba e Nicarágua, Abelardo de la Espriella sinaliza uma aproximação com Israel. O presidente eleito pretende restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países e abrir uma embaixada em Jerusalém.
A iniciativa representa uma mudança em relação à política adotada pelo atual presidente, Gustavo Petro. Em 2024, o governo colombiano rompeu os laços diplomáticos com Israel em protesto contra a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.
Antes do rompimento, Israel era considerado um parceiro tradicional da Colômbia, principalmente em áreas relacionadas à segurança e à cooperação militar. Espriella pretende recuperar essa parceria já no início de seu mandato.
A possível abertura de uma embaixada em Jerusalém também deverá ter impacto político e diplomático, já que a cidade é um dos principais pontos de disputa no conflito entre israelenses e palestinos. A decisão reforça a orientação internacional que o presidente eleito pretende adotar.
Nicarágua de Daniel Ortega endurece controle político
A decisão de romper relações com a Nicarágua ocorre em meio a novas mudanças políticas promovidas pelo governo de Daniel Ortega.
Recentemente, o presidente nicaraguense afirmou que o país não realizará mais eleições. A declaração representa uma mudança de grande impacto no sistema político local, pois elimina a possibilidade de uma disputa eleitoral quando o atual mandato de Ortega chegar ao fim, em 2027.
A medida também aumenta as preocupações sobre o futuro da oposição no país. Ortega afirmou que a mudança deverá fechar caminhos para seus adversários políticos, embora não tenha apresentado detalhes completos sobre como a decisão será colocada em prática.
O presidente nicaraguense está no poder desde 2007. Antes disso, também governou o país durante a década de 1980. Ao longo dos últimos anos, o governo passou a concentrar cada vez mais poder, enquanto opositores denunciaram perseguições e restrições à atividade política.
Para o futuro governo colombiano, a situação política da Nicarágua é um dos principais argumentos para justificar o afastamento diplomático.
Mudança na política externa marcará governo de Abelardo de la Espriella
Com as medidas anunciadas, o presidente eleito da Colômbia sinaliza uma política externa mais alinhada a governos e países que considera parceiros estratégicos e mais crítica a regimes que classifica como autoritários.
O rompimento com Cuba e Nicarágua, o fechamento de representações diplomáticas e a tentativa de reaproximação com Israel devem estar entre as primeiras decisões de maior impacto internacional do novo governo.
A posse de Abelardo de la Espriella está marcada para 7 de agosto. A partir dessa data, o presidente deverá começar a implementar as mudanças anunciadas durante a campanha e após sua eleição.
A política externa colombiana, portanto, deverá passar por uma transformação significativa. De um lado, o novo governo pretende reduzir os vínculos com Cuba e Nicarágua. De outro, busca recuperar a aproximação com Israel e reorganizar a estrutura diplomática da Colômbia no exterior.
As decisões poderão provocar reações dos governos envolvidos e alterar a posição da Colômbia em debates diplomáticos na América Latina e no cenário internacional.