Segundo Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, o novo plano fiscal contribuirá para a redução da taxa Selic, que permanece em 13,75% ao ano desde agosto de 2022.

Em entrevista concedida à BandNews TV na última quinta-feira (6), Haddad afirmou que o novo conjunto de medidas fiscais irá requerer, mais do que permitir, a diminuição da taxa de juros. Segundo o ministro, se as contas estiverem equilibradas, não haverá justificativa para manter a taxa de juros tão elevada.

Ainda durante a entrevista, Haddad também destacou os elogios que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fez aos planos do atual governo em relação às contas públicas. Em um evento realizado ontem, Campos Neto classificou a proposta apresentada na semana passada como “super positiva”, e ressaltou a importância de reconhecer os esforços de Haddad.

Novo plano fiscal envolve reforma tributária

Haddad enfatizou que a possível diminuição das taxas de juros será uma consequência não apenas da nova regra fiscal que substituirá o teto de gastos, mas também da reforma tributária que será proposta pela pasta e deverá ser aprovada no Congresso ainda em 2023.
“Pega o nosso cronograma deste ano: arcabouço fiscal, que é esse ajuste das contas; reforma tributária, para serem mais justos os tributos no Brasil; e queda dos juros, que é uma consequência lógica dessas medidas”, destacou o ministro.

Haddad confirmou que a tributação de fundos exclusivos será abordada somente no segundo semestre, período em que o Ministério da Fazenda dará início aos preparativos da reforma do Imposto de Renda. Antes disso, o governo pretende concluir a reforma tributária voltada para o consumo.

Equipe MI

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