Paralisação de caminhoneiros interdita BR-101 na Grande Natal em meio a impasse salarial
A paralisação de caminhoneiros interditou um trecho da BR-101 em Parnamirim, na Grande Natal, na manhã desta segunda-feira (25), causando impacto no trânsito local.
Foto: Freepick
A paralisação de caminhoneiros bloqueou um trecho da BR-101 na Grande Natal na manhã desta segunda-feira (25), provocando impacto direto no tráfego da Região Metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte. O movimento ocorreu em Parnamirim, no sentido Natal, e foi motivado por um impasse nas negociações salariais entre trabalhadores e empresas do setor de transporte de cargas.
O cenário ocorre em meio a tensões entre a categoria e os empregadores, que discutem reajuste salarial e tentam avançar em mediações no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RN). O bloqueio durou algumas horas e foi encerrado ainda no início da manhã, com a liberação da via por volta das 8h30.
Impacto no trânsito na BR-101 na Grande Natal
O bloqueio afetou um trecho da rodovia federal em Parnamirim, comprometendo o fluxo de veículos no sentido Natal durante as primeiras horas do dia. A mobilização começou cedo e provocou retenções, exigindo atenção redobrada dos motoristas que utilizam a via diariamente.
Apesar do impacto inicial, a pista foi liberada ainda pela manhã, permitindo a normalização gradual do tráfego. A BR-101, uma das principais ligações rodoviárias do estado, registra grande volume de veículos, o que ampliou a repercussão da ocorrência.
Motivações da paralisação e reivindicações
A mobilização acontece em meio a uma negociação salarial considerada sensível pelos trabalhadores do setor de transporte rodoviário de cargas no Rio Grande do Norte.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas (Sintrocern) reivindica reajuste de 16% para a categoria, alegando necessidade de recomposição salarial frente ao cenário econômico atual.
Por outro lado, as empresas apresentaram inicialmente uma proposta de 4,11%. Após rodadas de negociação, chegou-se a discutir um percentual intermediário de cerca de 7%, mas ainda sem acordo definitivo entre as partes.
A falta de consenso acabou contribuindo para o movimento registrado na BR-101, refletindo o impasse nas tratativas.
Reunião no TRT-RN e tentativa de acordo
Antes da paralisação, representantes dos trabalhadores e das empresas participaram de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), realizada na última quinta-feira (21).
O encontro terminou sem acordo definitivo. Apesar de avanços nas discussões, não houve consenso sobre o reajuste salarial.
As empresas solicitaram prazo de cerca de 20 dias para avaliar a proposta apresentada, alegando necessidade de consulta interna com as transportadoras.
Regras e determinações da Justiça do Trabalho
Durante a audiência, a vice-presidente do TRT-RN reforçou que a paralisação deve respeitar as normas aplicáveis a atividades essenciais.
Foi determinado que pelo menos 40% das atividades deveriam ser mantidas durante eventuais paralisações, garantindo o funcionamento mínimo do setor.
Também foi assegurada a livre circulação de cargas essenciais, como:
- medicamentos
- insumos hospitalares
- oxigênio
- carga viva
As medidas buscam reduzir impactos à população durante períodos de paralisação.
Entidades envolvidas na negociação
As tratativas envolveram o Sintrocern, representando os trabalhadores, e o Setcern, que representa empresas de transporte e logística do estado.
As duas entidades participaram das mediações conduzidas pelo TRT-RN na tentativa de chegar a um acordo, mas o impasse salarial permanece.