Paralisação de caminhoneiros interdita BR-101 na Grande Natal em meio a impasse salarial

A paralisação de caminhoneiros interditou um trecho da BR-101 em Parnamirim, na Grande Natal, na manhã desta segunda-feira (25), causando impacto no trânsito local.

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Última atualização:  25 de maio, 2026 às 13:51
Fotografia em ângulo baixo de um grande caminhão baú branco em movimento, visto de frente e levemente de lado. O caminhão trafega por uma rodovia asfaltada de pista dupla com faixas brancas pintadas no chão e guard-rails nas laterais. O cenário ao redor mostra uma vegetação baixa e plana sob um céu azul claro com nuvens esparsas, e o sol brilha intensamente no canto superior esquerdo, criando um leve efeito de reflexo na lente. Foto: Freepick

A paralisação de caminhoneiros bloqueou um trecho da BR-101 na Grande Natal na manhã desta segunda-feira (25), provocando impacto direto no tráfego da Região Metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte. O movimento ocorreu em Parnamirim, no sentido Natal, e foi motivado por um impasse nas negociações salariais entre trabalhadores e empresas do setor de transporte de cargas.

O cenário ocorre em meio a tensões entre a categoria e os empregadores, que discutem reajuste salarial e tentam avançar em mediações no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RN). O bloqueio durou algumas horas e foi encerrado ainda no início da manhã, com a liberação da via por volta das 8h30.

Impacto no trânsito na BR-101 na Grande Natal

O bloqueio afetou um trecho da rodovia federal em Parnamirim, comprometendo o fluxo de veículos no sentido Natal durante as primeiras horas do dia. A mobilização começou cedo e provocou retenções, exigindo atenção redobrada dos motoristas que utilizam a via diariamente.

Apesar do impacto inicial, a pista foi liberada ainda pela manhã, permitindo a normalização gradual do tráfego. A BR-101, uma das principais ligações rodoviárias do estado, registra grande volume de veículos, o que ampliou a repercussão da ocorrência.

Motivações da paralisação e reivindicações

A mobilização acontece em meio a uma negociação salarial considerada sensível pelos trabalhadores do setor de transporte rodoviário de cargas no Rio Grande do Norte.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas (Sintrocern) reivindica reajuste de 16% para a categoria, alegando necessidade de recomposição salarial frente ao cenário econômico atual.

Por outro lado, as empresas apresentaram inicialmente uma proposta de 4,11%. Após rodadas de negociação, chegou-se a discutir um percentual intermediário de cerca de 7%, mas ainda sem acordo definitivo entre as partes.

A falta de consenso acabou contribuindo para o movimento registrado na BR-101, refletindo o impasse nas tratativas.

Reunião no TRT-RN e tentativa de acordo

Antes da paralisação, representantes dos trabalhadores e das empresas participaram de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), realizada na última quinta-feira (21).

O encontro terminou sem acordo definitivo. Apesar de avanços nas discussões, não houve consenso sobre o reajuste salarial.

As empresas solicitaram prazo de cerca de 20 dias para avaliar a proposta apresentada, alegando necessidade de consulta interna com as transportadoras.

Regras e determinações da Justiça do Trabalho

Durante a audiência, a vice-presidente do TRT-RN reforçou que a paralisação deve respeitar as normas aplicáveis a atividades essenciais.

Foi determinado que pelo menos 40% das atividades deveriam ser mantidas durante eventuais paralisações, garantindo o funcionamento mínimo do setor.

Também foi assegurada a livre circulação de cargas essenciais, como:

  • medicamentos
  • insumos hospitalares
  • oxigênio
  • carga viva

As medidas buscam reduzir impactos à população durante períodos de paralisação.

Entidades envolvidas na negociação

As tratativas envolveram o Sintrocern, representando os trabalhadores, e o Setcern, que representa empresas de transporte e logística do estado.

As duas entidades participaram das mediações conduzidas pelo TRT-RN na tentativa de chegar a um acordo, mas o impasse salarial permanece.