Pai de Daniel Vorcaro é preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal prendeu o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero.
Imagem: Reuters/ Fernando Bizerra
A Operação Compliance Zero avançou para sua 6ª fase nesta quinta-feira (14) com a prisão do empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A ação da Polícia Federal (PF) amplia o alcance das investigações que apuram suspeitas de organização criminosa, invasão de sistemas e crimes financeiros envolvendo diferentes agentes públicos e privados.
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A operação teve como principal desdobramento nesta fase a prisão de Henrique Vorcaro, realizada pela Polícia Federal na manhã de quinta-feira (14), em cumprimento a mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A ação ocorre em meio a uma investigação que envolve suspeitas de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Segundo a PF, a operação tem como objetivo principal desarticular uma suposta organização criminosa que atuaria de forma estruturada para obter informações sigilosas, intimidar alvos e movimentar recursos ilícitos.
O que motivou a Operação Compliance Zero
Ela investiga a existência de um grupo suspeito de praticar uma série de crimes financeiros e digitais, com atuação coordenada entre diferentes pessoas e possíveis conexões com agentes públicos.
Entre os principais pontos investigados estão:
- invasão de dispositivos informáticos
- obtenção ilegal de informações sigilosas
- corrupção e lavagem de dinheiro
- ameaças e coerção de envolvidos
- violação de sigilo funcional
A Polícia Federal afirma que a estrutura investigada indicaria um esquema organizado, com ramificações em diferentes estados e atuação contínua.
Mandados, STF e alcance da operação
Nesta 6ª fase da operação, foram cumpridos:
- 7 mandados de prisão preventiva
- 17 mandados de busca e apreensão
As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e executadas pela Polícia Federal em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Além disso, a operação também atingiu agentes da própria Polícia Federal, que passaram a ser investigados por possível envolvimento no esquema.
Histórico das fases anteriores
A operação já vinha sendo desenvolvida em etapas anteriores, com desdobramentos relevantes desde abril.
Na 5ª fase, realizada no dia 7 de maio, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e uma prisão temporária. Nesta etapa, o nome do senador Ciro Nogueira (PP-PI) apareceu entre os investigados.
Já na 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, foram presos o ex-presidente de um banco público do Distrito Federal e um advogado apontado como operador jurídico-financeiro do esquema investigado.
Medidas judiciais e bloqueio bilionário
Além das prisões, a Justiça determinou medidas mais amplas, incluindo:
- afastamento de investigados de cargos públicos
- bloqueio e sequestro de bens
- congelamento de patrimônio
O valor total dos bens bloqueados pode chegar a R$ 27,7 bilhões, segundo informações divulgadas pela Polícia Federal.
Essas medidas têm como objetivo impedir a movimentação de recursos possivelmente ligados às atividades investigadas.
Como funciona a Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero funciona por meio de fases sucessivas, cada uma com novos mandados e aprofundamento das investigações. A estratégia permite à PF ampliar gradualmente o mapeamento da suposta organização criminosa.
As investigações indicam uso de tecnologias para invasão de sistemas, além de possíveis articulações para obtenção de dados sigilosos e movimentação de recursos financeiros de forma irregular.