Pai de Daniel Vorcaro é preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero

A Polícia Federal prendeu o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero.

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Última atualização:  14 de maio, 2026 às 11:50
Placa externa de granito escuro em frente ao prédio da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo. Imagem: Reuters/ Fernando Bizerra

A Operação Compliance Zero avançou para sua 6ª fase nesta quinta-feira (14) com a prisão do empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A ação da Polícia Federal (PF) amplia o alcance das investigações que apuram suspeitas de organização criminosa, invasão de sistemas e crimes financeiros envolvendo diferentes agentes públicos e privados.

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A operação teve como principal desdobramento nesta fase a prisão de Henrique Vorcaro, realizada pela Polícia Federal na manhã de quinta-feira (14), em cumprimento a mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação ocorre em meio a uma investigação que envolve suspeitas de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Segundo a PF, a operação tem como objetivo principal desarticular uma suposta organização criminosa que atuaria de forma estruturada para obter informações sigilosas, intimidar alvos e movimentar recursos ilícitos.

O que motivou a Operação Compliance Zero

Ela investiga a existência de um grupo suspeito de praticar uma série de crimes financeiros e digitais, com atuação coordenada entre diferentes pessoas e possíveis conexões com agentes públicos.

Entre os principais pontos investigados estão:

  • invasão de dispositivos informáticos
  • obtenção ilegal de informações sigilosas
  • corrupção e lavagem de dinheiro
  • ameaças e coerção de envolvidos
  • violação de sigilo funcional

A Polícia Federal afirma que a estrutura investigada indicaria um esquema organizado, com ramificações em diferentes estados e atuação contínua.

Mandados, STF e alcance da operação

Nesta 6ª fase da operação, foram cumpridos:

  • 7 mandados de prisão preventiva
  • 17 mandados de busca e apreensão

As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e executadas pela Polícia Federal em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Além disso, a operação também atingiu agentes da própria Polícia Federal, que passaram a ser investigados por possível envolvimento no esquema.

Histórico das fases anteriores

A operação já vinha sendo desenvolvida em etapas anteriores, com desdobramentos relevantes desde abril.

Na 5ª fase, realizada no dia 7 de maio, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e uma prisão temporária. Nesta etapa, o nome do senador Ciro Nogueira (PP-PI) apareceu entre os investigados.

Já na 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, foram presos o ex-presidente de um banco público do Distrito Federal e um advogado apontado como operador jurídico-financeiro do esquema investigado.

Medidas judiciais e bloqueio bilionário

Além das prisões, a Justiça determinou medidas mais amplas, incluindo:

  • afastamento de investigados de cargos públicos
  • bloqueio e sequestro de bens
  • congelamento de patrimônio

O valor total dos bens bloqueados pode chegar a R$ 27,7 bilhões, segundo informações divulgadas pela Polícia Federal.

Essas medidas têm como objetivo impedir a movimentação de recursos possivelmente ligados às atividades investigadas.

Como funciona a Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero funciona por meio de fases sucessivas, cada uma com novos mandados e aprofundamento das investigações. A estratégia permite à PF ampliar gradualmente o mapeamento da suposta organização criminosa.

As investigações indicam uso de tecnologias para invasão de sistemas, além de possíveis articulações para obtenção de dados sigilosos e movimentação de recursos financeiros de forma irregular.