Paes admite pré-campanha e diz que quer votos para governador em 2026
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), admitiu publicamente que está em pré-campanha para disputar o governo do estado em 2026.
Foto: Reprodução / Instagram
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), admitiu publicamente que está em pré-campanha para disputar o governo do estado em 2026. A declaração foi feita na última sexta-feira, durante uma agenda política no município de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. Ao reconhecer o movimento, Paes deixou claro que o objetivo das visitas ao interior é ampliar apoios eleitorais e viabilizar seu nome para a sucessão no Palácio Guanabara.
A fala, registrada em vídeo e amplamente compartilhada nas redes sociais, marca a manifestação mais direta do prefeito sobre sua intenção de concorrer ao governo estadual, reforçando o cenário de Paes governador 2026 no tabuleiro político fluminense.
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Durante o compromisso no interior do estado, Eduardo Paes falou de forma direta sobre suas intenções políticas. Ao lado do prefeito local, Paulinho da Refrigeração (MDB), o prefeito do Rio afirmou que não está apenas cumprindo agendas administrativas, mas sim realizando uma pré-campanha com foco explícito na eleição estadual.
Segundo Paes, o objetivo é conquistar votos e apoios políticos para viabilizar uma candidatura competitiva ao governo do Rio. A declaração rompe com o discurso adotado durante o pleito municipal de 2024, quando ele negava a possibilidade de deixar o comando da prefeitura antes do fim do mandato, previsto para 2028.
O vídeo da fala foi divulgado inicialmente pelo perfil “nabocadopovorj” e rapidamente ganhou repercussão, ampliando o debate sobre o cenário de Paes governador 2026.
Agenda no interior e busca por apoio fora da capital
A passagem pelo Noroeste Fluminense integra uma estratégia mais ampla de Eduardo Paes para ampliar sua presença em regiões onde seu desempenho eleitoral é historicamente mais frágil. Durante a viagem, o prefeito visitou cinco municípios, participou de encontros com autoridades locais e dialogou com empresários da região.
A avaliação no entorno político do prefeito é de que, para sustentar um projeto de Paes governador 2026, será necessário fortalecer alianças no interior do estado e na Baixada Fluminense, áreas decisivas em uma eleição majoritária.
Movimentos semelhantes já haviam sido observados nos últimos meses, com agendas frequentes fora da capital e reuniões políticas realizadas fora da agenda oficial, inclusive na Gávea Pequena, residência oficial do prefeito.
Possível renúncia e sucessão na prefeitura do Rio
Caso confirme a candidatura ao governo do estado, Eduardo Paes terá de renunciar ao cargo de prefeito até o início de abril de 2026, conforme determina a legislação eleitoral. Em outubro do ano passado, ele já havia admitido, pela primeira vez, a possibilidade de deixar a prefeitura antes do fim do mandato.
Nesse cenário, quem assumiria o comando do município seria o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, de 31 anos. Se isso ocorrer, Cavaliere se tornaria o prefeito mais jovem da história do Rio de Janeiro.
Paes governador 2026 e a reaproximação com Lula
A movimentação eleitoral ocorre em meio a uma tentativa de reaproximação com o Palácio do Planalto. Na semana passada, Eduardo Paes esteve em Brasília para uma reunião reservada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro, revelado pela newsletter Jogo Político, ocorreu após meses de distanciamento entre os dois.
Na conversa, Paes teria buscado reduzir a desconfiança do governo federal sobre uma eventual falta de lealdade política nos municípios fluminenses durante a campanha. Segundo a publicação, o prefeito sinalizou que pretende deixar o cargo em março para disputar o governo do estado e reafirmou apoio ao presidente.
Como gesto político, Paes também teria se comprometido a apoiar a deputada Benedita da Silva (PT) em uma candidatura ao Senado, recuando de planos anteriores de montar uma chapa sem representantes do partido.
Tensões com o PT e acenos ao bolsonarismo
Apesar do esforço de reaproximação, a relação entre Paes e setores do PT segue marcada por ruídos. Lideranças do partido apontam episódios recentes considerados problemáticos, como declarações de apoio ao pastor Silas Malafaia, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de aproximações públicas com o PL em eventos políticos.
Outro ponto de desgaste ocorreu após declarações do vice-prefeito Eduardo Cavaliere, que criticou a política de segurança do governo federal em entrevista, ampliando o desconforto entre aliados petistas.
Mesmo assim, até o momento, essas tensões não resultaram em ruptura formal. As críticas ficaram restritas a manifestações pontuais de lideranças do partido.
Cenário político no estado e próximos passos
O avanço do projeto de Paes governador 2026 ocorre em um contexto de indefinições no comando do estado. O governador Cláudio Castro (PL) pode renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado, abrindo espaço para um mandato-tampão e intensificando as articulações políticas no Rio.
Diante desse cenário, Eduardo Paes acelera movimentos, busca consolidar alianças e tenta reduzir resistências para se apresentar como um dos principais nomes da disputa estadual em 2026.
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