Onda de calor na Europa deixa dezenas de mortos e coloca milhões em alerta
Temperaturas extremas afetam diversos países, provocam mortes, fecham escolas e pressionam serviços públicos.
Imagem: REUTERS/Sarah Meyssonnier/Reprodução via CNN.
A intensa onda de calor que atinge a Europa já causou ao menos 50 mortes e segue colocando milhões de pessoas em situação de risco. As temperaturas excepcionalmente elevadas vêm afetando diversos países do continente, interrompendo atividades escolares, provocando falhas no fornecimento de energia e aumentando a pressão sobre os sistemas de saúde.
Segundo informações divulgadas por agências internacionais, a França concentra a maior parte das vítimas. Pelo menos 48 pessoas morreram afogadas desde o início da onda de calor ao buscarem alívio nas altas temperaturas. Além disso, duas crianças morreram em decorrência de insolação. Na Espanha, dois idosos também perderam a vida em episódios relacionados ao calor extremo.
De acordo com estimativas da AFP, cerca de 94 milhões de pessoas devem enfrentar temperaturas superiores a 35°C em algum momento desta quarta-feira (24), principalmente na França e na Espanha.
OMS alerta para riscos à saúde pública
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que o aumento das temperaturas representa uma ameaça crescente para a população europeia.
Segundo ele, o continente está aquecendo em ritmo aproximadamente duas vezes superior à média global, aumentando a frequência e a intensidade dos eventos climáticos extremos. As autoridades de saúde reforçam recomendações para hidratação constante, redução da exposição ao sol nos horários mais quentes e atenção especial a crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
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França enfrenta temperaturas históricas
A França registrou nesta semana um dos episódios de calor mais intensos de sua história recente. O país viveu a madrugada mais quente já registrada, com temperaturas permanecendo acima de 25°C durante a noite em diversas regiões.
Em algumas áreas do oeste francês, os termômetros podem alcançar 43°C. Aproximadamente 90% da população vive em locais classificados sob alerta laranja ou vermelho por calor extremo. Além das mortes por afogamento, autoridades francesas relataram óbitos relacionados diretamente a complicações de saúde provocadas pelas altas temperaturas.
Também foram registrados apagões que deixaram milhares de residências sem energia elétrica, especialmente na região da Bretanha.
Escolas e trabalho
No Reino Unido, mais de mil escolas suspenderam as atividades ou encerraram as aulas antecipadamente devido às condições climáticas.
Empresas da construção civil em diferentes países europeus também modificaram horários de trabalho para reduzir a exposição dos funcionários ao calor excessivo. No setor agrícola, produtores franceses passaram a realizar colheitas durante a noite para proteger trabalhadores e reduzir o risco de incêndios nas plantações.
Enquanto isso, supermercados registram aumento expressivo na procura por ventiladores, aparelhos de ar-condicionado, protetores solares e sorvetes.
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Itália pode registrar sensação térmica de até 45°C
Na Itália, meteorologistas projetam que o pico da onda de calor ocorra entre o fim de semana e o início da próxima semana.
As temperaturas podem atingir 41°C em regiões como Toscana e Emília-Romanha. Em algumas localidades, a sensação térmica pode alcançar 45°C. O Ministério da Saúde italiano já emitiu alertas máximos para diversas cidades, incluindo a capital, Roma.
Além dos impactos sobre a população, o calor extremo também afeta a produção agropecuária. Em granjas francesas, milhares de aves morreram devido às temperaturas elevadas.
Especialistas alertam que eventos climáticos como este tendem a se tornar mais frequentes e severos, aumentando os desafios para governos, empresas e sistemas de saúde em toda a Europa.