Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Conheça o nome da nova fase

O engenheiro mecânico e executivo de hardware assume comando após 25 anos na empresa e marca nova fase na Apple.

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23 de abr, 2026 às 12:40
Foto de Jhon Ternus, novo CEO da Apple. Imagem: 9to5Mac/Reprodução

A Apple (AAPL34) confirmou uma das mudanças mais relevantes de sua história recente ao anunciar John Ternus como novo CEO da companhia. O executivo, atualmente vice-presidente sênior de engenharia de hardware, assumirá o comando em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook, que passará a atuar como presidente executivo do conselho após conduzir a transição ao longo do verão no hemisfério norte.

A escolha de Ternus marca uma sucessão planejada e simboliza continuidade estratégica dentro da empresa. Engenheiro mecânico de formação, ele construiu toda a sua carreira na Apple, onde está há 25 anos.

Trajetória consolidada e sucessão planejada

A ascensão de Ternus já era considerada provável nos bastidores. De acordo com informações de mercado, sua exposição pública foi ampliada gradualmente, com participação crescente em eventos e influência sobre decisões estratégicas, como roadmap de produtos e novas funcionalidades — áreas tradicionalmente reservadas a executivos mais experientes.

Seu perfil técnico e visão de produto são vistos como alinhados ao momento atual da empresa, especialmente diante do avanço de áreas como inteligência artificial e realidade mista.

Desde que ingressou na companhia, em 2001, participou diretamente do desenvolvimento de praticamente todos os principais produtos do portfólio atual, incluindo diferentes gerações do iPhone, iPad, AirPods e Macs. Nos últimos anos, ganhou protagonismo ao liderar a transição dos computadores da marca para chips próprios, um dos movimentos mais importantes da Apple na última década.

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Legado de Tim Cook

A mudança encerra um ciclo liderado por Tim Cook, que assumiu o comando da Apple em 2011, após a saída de Steve Jobs. Desde então, Cook conduziu uma das fases mais bem-sucedidas da companhia.

Sob sua gestão, a Apple consolidou-se como uma das empresas mais valiosas do mundo, ampliou sua presença global, fortaleceu o ecossistema de serviços e viu suas ações se multiplicarem diversas vezes. Atualmente, a companhia tem valor de mercado próximo de US$ 4 trilhões, mantendo-se entre as líderes globais, em disputa com gigantes como Nvidia e Alphabet.

Em comunicado, Cook destacou a trajetória do sucessor e afirmou que Ternus reúne as qualificações necessárias para liderar a empresa no futuro. O próprio executivo também enfatizou o caráter histórico da transição, classificando como um privilégio ter liderado a Apple por mais de uma década.

Nova Fase com ternus

A nova fase também mantém uma característica marcante da Apple: a continuidade de liderança baseada em talentos internos. Desde sua fundação por Steve Jobs e Steve Wozniak, a empresa passou por diferentes ciclos de gestão, mas sempre priorizou executivos com forte conhecimento da cultura e dos produtos da companhia.

Ternus, com décadas de atuação interna e profundo envolvimento nas áreas técnicas, representa essa tradição.

Aos 51 anos — idade semelhante à de Cook quando assumiu o cargo —, o novo CEO chega com a expectativa de um ciclo longo à frente da empresa. Sua nomeação ocorre em um momento em que a Apple busca equilibrar a maturidade de seus principais produtos com novas frentes de crescimento, o que deve exigir inovação contínua sem perder a consistência operacional que marcou a era Cook.

Acompanhe a movimentação das ações da Apple:

Os 7 líderes anteriores à Ternus

Ao longo de cinco décadas de história, a Apple consolidou sua trajetória sob o comando de sete CEOs. Cada um desses líderes desempenhou um papel crucial em diferentes fases da companhia, começando por Michael Scott, contratado para trazer a disciplina corporativa necessária enquanto os fundadores ainda eram jovens empreendedores.

Confira a trajetória dos líderes que moldaram a gigante de Cupertino:

  • Michael Scott (1977–1981): Recrutado da National Semiconductor, foi o primeiro “adulto na sala”. Sua missão era organizar a manufatura e estruturar os processos operacionais de uma empresa que crescia em ritmo acelerado, cuidando dos detalhes burocráticos que Jobs e Wozniak ignoravam.
  • Mike Markkula (1981–1983): Investidor-anjo e peça-chave na fundação, Markkula era um entusiasta do desenvolvimento de produtos. Embora evitasse a fama, foi ele quem escreveu parte dos softwares do Apple II e garantiu o suporte financeiro essencial para a estabilidade inicial da marca.
  • John Sculley (1983–1993): Vindo da Pepsi com um histórico agressivo de marketing, Sculley escalou o faturamento da Apple de forma impressionante. No entanto, sua gestão ficou marcada pelo conflito direto com Steve Jobs, que resultou na saída do cofundador em 1985.
  • Michael Spindler (1993–1996): Conhecido como “The Diesel”, enfrentou um período turbulento. Apesar de seu conhecimento técnico, sua gestão sofreu com erros de previsão de demanda e uma guerra de preços que corroeu as margens de lucro, levando à sua destituição pelo conselho.
  • Gil Amelio (1996–1997): Assumiu com a Apple à beira da falência. Sua decisão mais estratégica — e irônica — foi comprar a NeXT para obter um novo sistema operacional, o que pavimentou o retorno triunfal de Steve Jobs e o fim de sua própria gestão curta.
  • Steve Jobs (1997–2011): O fundador, dono e, na época, mentor do renascimento da Apple. Nesse segundo momento, ele enxugou o portfólio e lançou uma sequência de produtos revolucionários, como o iMac, iPod e iPhone, que não apenas salvaram a empresa, mas redefiniram indústrias inteiras de consumo.
  • Tim Cook (2011–até 1º de setembro de 2026): Sucessor escolhido por Jobs, Cook elevou a Apple a patamares financeiros sem precedentes. Mestre da logística e da cadeia de suprimentos, ele expandiu o ecossistema de serviços e transformou a empresa na primeira a superar os US$ 4 trilhões em valor de mercado.
Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.