Amazon (AMZO34) investe no varejo físico e planeja megaloja para enfrentar Walmart e Target

A Amazon anunciou planos para abrir sua maior loja física nos Estados Unidos, apostando em um modelo híbrido que une varejo tradicional e logística integrada.

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22 de jan, 2026 às 17:00
Fotografia em ângulo baixo do logotipo da Amazon em letras pretas sobre um painel branco com detalhes em laranja. Foto: Reuters

A megaloja física da Amazon marca um novo capítulo na estratégia da companhia para disputar espaço no varejo tradicional dos Estados Unidos. Após anos priorizando o comércio eletrônico e testando formatos menores de lojas presenciais, a empresa anunciou planos para abrir sua maior unidade física já concebida, em uma aposta direta contra gigantes consolidados como Walmart e Target.

A iniciativa reforça a percepção de que, apesar do avanço do e-commerce, o varejo físico continua sendo um canal decisivo para o consumo nos Estados Unidos. Com isso, a Amazon busca combinar sua expertise digital com a experiência presencial, tentando capturar uma fatia maior das vendas realizadas fora do ambiente online.

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A decisão de investir em uma megaloja física da Amazon representa uma inflexão relevante no modelo de negócios da companhia. Depois de reduzir ou encerrar operações de formatos menores, como parte das lojas Amazon Go, a empresa passou a avaliar que unidades de grande porte oferecem maior potencial de escala e rentabilidade.

O novo conceito foi desenhado para funcionar como um híbrido entre loja tradicional e centro de atendimento omnichannel. A proposta é oferecer ao consumidor uma experiência integrada, em que o ambiente físico atua como extensão do ecossistema digital da Amazon.

Segundo a empresa, o projeto servirá como base de testes para um novo formato de varejo, que poderá ser replicado em outras regiões caso os resultados sejam positivos.

Onde e quando a nova loja será construída

A primeira unidade do novo modelo será instalada em Orland Park, na região metropolitana de Chicago, nos Estados Unidos. O local escolhido ocupa um terreno de aproximadamente 141 mil metros quadrados, atualmente utilizado por um restaurante desativado, que poderá ser demolido para viabilizar a construção.

O projeto já recebeu aval das autoridades locais, aprovado por cinco votos a dois no conselho municipal. Com a liberação, a Amazon está autorizada a iniciar as obras assim que concluir as etapas finais de planejamento.

A expectativa da companhia é inaugurar a megaloja em 2027, caso o cronograma seja mantido.

Como funcionará a megaloja física da Amazon

A megaloja física da Amazon terá cerca de 21 mil metros quadrados de área construída, divididos em dois grandes blocos operacionais.

A primeira área será dedicada ao varejo e alimentação, com foco na venda de alimentos, produtos de uso diário e refeições prontas. A segunda parte funcionará como uma área logística integrada, responsável pela separação e despacho de pedidos realizados online, com opção de retirada no local ou entrega ao consumidor.

Na prática, o cliente poderá:

  • visualizar os produtos nas prateleiras físicas;
  • solicitar outras cores, tamanhos ou modelos por meio de totens digitais;
  • realizar o pagamento em um único caixa;
  • retirar itens volumosos diretamente no carro, sem precisar circular com eles dentro da loja.

Produtos mais pesados, como grandes embalagens ou ração para animais de estimação, serão enviados diretamente para a área de retirada, otimizando o fluxo interno.

Logística integrada, mas separada da área de vendas

Apesar da integração com o comércio eletrônico, a Amazon afirma que a área logística ficará fisicamente separada do espaço de vendas. O objetivo é evitar que a loja funcione como um centro de distribuição convencional.

Esse componente logístico será limitado ao atendimento da própria unidade, reforçando o caráter híbrido do projeto. A estratégia busca melhorar a eficiência operacional sem comprometer a experiência do consumidor no ambiente físico.

Esse modelo também pode reduzir custos de última milha, um dos principais desafios do e-commerce, ao aproximar o estoque do consumidor final.

Por que a Amazon aposta novamente no varejo físico

Dados oficiais do governo dos Estados Unidos indicam que a maior parte das vendas do varejo americano ainda ocorre em lojas físicas, mesmo com o crescimento acelerado do comércio eletrônico nos últimos anos.

Ao investir em uma megaloja física da Amazon, a empresa tenta capturar diretamente essa parcela do mercado, explorando vantagens competitivas como o uso de dados de clientes do programa Prime para definir sortimento, preços e promoções personalizadas.

Em comunicado, um porta-voz da companhia afirmou que a Amazon “testa regularmente novas experiências para tornar a vida dos clientes melhor e mais fácil, inclusive em lojas físicas”.

Desafios e concorrência no varejo tradicional

Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal destacam que o principal desafio da Amazon será convencer o consumidor a mudar hábitos já consolidados. Redes como Walmart e Target possuem décadas de presença física, forte reconhecimento de marca e ampla capilaridade.

Ainda assim, a Amazon aposta que a combinação entre tecnologia, dados e conveniência pode diferenciar sua megaloja física das concorrentes tradicionais.

Caso o modelo se prove eficiente, o projeto pode abrir caminho para uma nova fase de expansão da empresa no varejo presencial.

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