Após registrar um prejuízo líquido de 680% no 4T22, saindo de R$ 24,5 milhões em 2023 para R$ 188,6 milhões, a Marisa (AMAR3) afirmou que não está “nem perto” de uma crise como a vivenciada pela Americanas (AMER3) e prevê horizonte positivo após reestruturação.

Durante a teleconferência sobre os resultados da empresa realizada nesta segunda (3), João Nogueira Batista, presidente da varejista de moda, afastou os rumores e falou sobre o plano de reestruturação financeira da empresa.

“Não há nada nem perto ou parecido com o que se viu no setor”, destacou Batista.

De acordo com informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, a Marisa fez um processo de revisão e auditoria interna dos números nas últimas semanas. Segundo o CEO da varejista, não havia “nada fraudulento” nas contas.

O plano de reestruturação da empresa prevê fechar 92 das 334 unidades nos próximos meses, sendo 20 ainda no mês de abril. A previsão é de que essa operação promova uma geração de quase R$ 70 milhões no lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) anual e mais R$ 30 milhões em redução de despesas.

O 4T22 da Marisa

A turbulência nas operações da Marisa iniciou em fevereiro, após a varejista reportar prejuízo de R$ 188,6 milhões no quarto trimestre de 2022 (4T22), um aumento de 680% ante os R$ 24,5 milhões do mesmo período de 2021. Além disso, a companhia ainda terminou o ano com prejuízo de R$ 391 milhões, contra os R$ 93 milhões do ano anterior.

Há cerca de 2 meses a empresa começou a desenvolver um plano de contenção de crise, incluindo baixas e revisões contábeis, além de montar um plano de reestruturação operacional e de dívidas, ainda em andamento, na tentativa de superar a crise.

As ações de reestruturação devem ser concluídas ainda em 2023, mas a previsão é que o impacto das revisões de despesas apareçam a partir de 2024, caso o cenário atual se mantenha estável.

Equipe MI

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