Maior mansão de São Paulo supera a Casa Branca e paga quase R$ 1 milhão por ano em IPTU
A Mansão Safra, localizada no Morumbi, é considerada a maior residência particular de São Paulo, com mais de 10 mil metros quadrados de área construída.
Foto: Reprodução/X
A maior mansão de São Paulo, localizada no Morumbi, chama atenção não apenas pelo luxo, mas sobretudo pela escala. Conhecida como Mansão Safra, a residência privada tem mais de 10 mil metros quadrados de área construída, dimensão que a coloca acima da Casa Branca, nos Estados Unidos, em tamanho físico. O imóvel, pertencente à família Safra, também figura entre os que mais pagam IPTU na capital paulista, com valor anual estimado em quase R$ 1 milhão.
O caso ilustra os extremos do mercado imobiliário paulistano: enquanto parte da cidade enfrenta déficit habitacional, outra abriga residências privadas com estrutura comparável à de palácios oficiais.
Saiba mais:
A Mansão Safra é considerada a maior mansão de São Paulo em área construída. Localizada no Jardim Everest, bairro nobre do Morumbi, a propriedade soma 10.868 metros quadrados, distribuídos em cinco pavimentos.
Para efeito de comparação, a Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, possui cerca de 5 mil metros quadrados. Já a residência da família Safra se aproxima da área construída do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
A construção começou nos anos 1990, período em que o mercado imobiliário de alto padrão ainda era pouco desenvolvido na capital paulista. Mesmo assim, o projeto já nasceu com características monumentais.
Quem é o dono e por que a casa chama tanta atenção
A mansão foi idealizada e construída pelo banqueiro Joseph Safra, fundador do Banco Safra e um dos homens mais ricos do mundo à época. Após sua morte, o imóvel passou a integrar o patrimônio de sua viúva, Vicky Safra.
A residência chama atenção não apenas pelo tamanho, mas por ser uma estrutura privada sem qualquer função pública, algo raro em uma metrópole como São Paulo. Diferentemente de edifícios institucionais, a Mansão Safra foi projetada exclusivamente para uso residencial.
Arquitetura inspirada em palácios europeus
O projeto arquitetônico da maior mansão de São Paulo segue o estilo Beaux-Arts, inspirado em palácios europeus, especialmente o Palácio de Versalhes, na França.
A arquitetura é assinada pelo francês Alain Raynaud, enquanto o projeto de interiores ficou sob responsabilidade de Mica Ertegun, da MAC II, de Nova York. O paisagismo foi desenvolvido por Roberto Burle Marx, um dos nomes mais importantes da arquitetura paisagística mundial.
Já o projeto de iluminação foi elaborado pela arquiteta brasileira Esther Stiller, reconhecida internacionalmente por trabalhos em edifícios monumentais.
Estrutura interna inclui elevadores, heliponto e autonomia operacional
A Mansão Safra possui uma estrutura incomum para residências particulares. São cerca de 130 cômodos, distribuídos em cinco pavimentos, interligados por nove elevadores.
Além disso, o imóvel conta com:
- Piscina de padrão olímpico
- Heliponto para pousos e decolagens privadas
- Setores sociais, privados e de serviço completamente separados
A casa também foi projetada para operar de forma quase autônoma, com sistemas próprios de energia, segurança, circulação interna e manutenção. Isso permite que a residência funcione por longos períodos sem depender diretamente da infraestrutura externa da cidade.
Localização no Morumbi garante privacidade e isolamento
Apesar de estar em uma das maiores metrópoles do mundo, a maior mansão de São Paulo mantém alto nível de privacidade. O terreno, com cerca de 22 mil metros quadrados, é cercado por muros altos, recuos generosos e vegetação densa.
Os jardins funcionam como uma barreira natural contra o ruído urbano, além de impedir visibilidade externa. A construção ocupa praticamente um quarteirão inteiro, algo raro mesmo entre imóveis de altíssimo padrão no Morumbi
Quanto vale a mansão e por que o IPTU é tão alto
Na época da construção, o custo estimado da Mansão Safra foi de cerca de US$ 11 milhões, valor elevado para os anos 1990. Com a valorização imobiliária e o padrão do imóvel, o preço atual é muito superior.
Segundo a imobiliária de luxo italiana Santandrea, a residência está avaliada em aproximadamente US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 2,9 bilhões.
Esse valor explica o alto custo de manutenção. De acordo com rankings divulgados pela Folha de S.Paulo, o IPTU anual da mansão pode se aproximar de R$ 1 milhão, colocando o imóvel entre os mais tributados da cidade.
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