O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta terça-feira (11) na China para uma série de compromissos diplomáticos. Entre a extensa programação, Lula tem uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir novos investimentos no Brasil.

Em sua primeira viagem ao continente asiático desde a posse do seu terceiro mandato, o presidente do Brasil busca amenizar a relação entre os países, enfraquecida pela gestão do governo antecessor, que responsabilizou o governo asiático pela pandemia de Covid-19.

Uma boa relação com o governo Chinês é fundamental para o Brasil. Em caso de uma eventual ruptura, a economia brasileira seria fortemente afetada, uma vez que, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país é o principal parceiro comercial do Brasil há mais de dez anos.

Em 2022, foi observado que dentre as 27 regiões brasileiras, 14 enviam a maioria de suas exportações para a China.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), pelo menos 20 acordos comerciais devem ser assinados durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Muitos acordos estão sendo negociados, temos 20 fechados, mas esse número pode aumentar ao longo dos próximos dias. Nós temos protocolos sanitários, uma série de produtos agrícolas, acordos na área de educação, cultura, finanças, indústria, ciência e tecnologia”, informou Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty.

Viagem à China tinha sido adiada

Inicialmente, o presidente Lula tinha previsão de visitar a China em 24 de março, mas acabou adiando devido ao diagnóstico de pneumonia. Agora, com a confirmação da viagem, ele ficará no país apenas por quatro dias. A delegação brasileira deve retornar no dia 15 de abril.

Veja também:
Comércio sem dólar: Brasil e China se aproximam de acordo

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.