Após prejuízo bilionário, Suzano (SUZB3) tem lucro de R$ 116 milhões no 4T25
Empresa de celulose reverte resultado negativo do ano anterior, reduz custos e anuncia recompra de ações.
Imagem: Reprodução/Valor Investe
A Suzano (SUZB3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 116 milhões, revertendo o prejuízo bilionário registrado no mesmo período do ano anterior. Apesar da volta ao azul, os principais indicadores operacionais mostraram retração na comparação anual, refletindo um ambiente ainda desafiador para o setor de celulose.
A receita líquida somou R$ 13,1 bilhões no trimestre, com recuo de 8% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Já o Ebitda ajustado caiu 14%, totalizando R$ 5,5 bilhões.
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Resultado financeiro melhora e custos recuam
A companhia atribuiu a melhora do resultado líquido principalmente ao menor impacto negativo do resultado financeiro, influenciado por uma variação cambial menos intensa do que a observada um ano antes.
Também contribuíram a reavaliação positiva de ativos biológicos e a redução nas despesas gerais e administrativas.
No lado operacional, a Suzano registrou queda no custo caixa de produção da celulose. Sem considerar paradas de manutenção, o indicador recuou 3,6% no trimestre, para R$ 778 por tonelada. Incluindo os efeitos das paradas, o custo ficou em R$ 809 por tonelada, redução de 8% na comparação anual.
No campo financeiro, a dívida líquida medida em dólar encerrou o trimestre em US$ 12,6 bilhões, queda de 3% em relação ao trimestre anterior. Com isso, a alavancagem em dólar recuou para 3,2 vezes.
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Produção segue abaixo da capacidade
A maior produtora global de celulose de eucalipto informou que manterá, ao longo deste ano, o volume de produção de celulose de mercado cerca de 3,5% abaixo da capacidade nominal anual.
A decisão, segundo a empresa, segue a estratégia adotada anteriormente, baseada na avaliação de que a retomada do volume marginal não traria retorno adequado no cenário atual.
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Programa de recompra de ações
A Suzano também anunciou a aprovação de um novo programa de recompra de ações, com validade de até 18 meses. A companhia poderá adquirir até 40 milhões de ações ordinárias, o equivalente a aproximadamente 6,5% do free float.
De acordo com a empresa, a iniciativa busca otimizar a alocação de capital e reforçar a confiança da administração na geração de valor da companhia. As aquisições poderão ser feitas na bolsa, a preços de mercado, utilizando recursos de reservas e resultados acumulados.
Com o resultado do trimestre e a nova política de recompra, a Suzano sinaliza foco em disciplina financeira e na gestão eficiente de capital, mesmo em um contexto de margens pressionadas no setor de celulose.
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